Magazine Luiza (MGLU3): S&P reafirma rating ‘brAA-’ e vê recuperação das vendas com ajuda de Mercado Livre e Casas Bahia
A agência classificadora de riscos S&P National Ratings reafirmou a nota de crédito ‘brAA-’ do Magazine Luiza (MGLU3), tendo em vista uma expectativa de melhora operacional na companhia. A perspectiva é estável.
Após a varejista apresentar resultados abaixo do esperado no primeiro semestre de 2026, principalmente no e-commerce, os analistas da S&P esperam uma recuperação gradual das vendas nos próximos meses, sustentada pela parceria com o Mercado Livre (MELI34) para vendas online e pela menor concorrência após o fechamento de lojas das Casas Bahia (BHIA3).
As projeções de 2026 passaram por revisão para baixo, com receita líquida em torno de R$ 39 bilhões e maior necessidade de capital de giro, o que postergou a desalavancagem esperada.
Os analistas projetam dívida líquida sobre Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em torno de 4 vezes ao final de 2026, ante 3,6x anteriormente, mas recuando para 3,0 a 3,5 vezes em 2027 com a melhora das vendas e da geração de caixa.
A perspectiva estável do ratings reflete essa expectativa de recuperação das vendas e geração de caixa nos próximos meses, acompanhada de redução gradual da alavancagem a partir de 2027, mesmo em um ambiente ainda desafiador para o varejo discricionário brasileiro.
Vale pontuar que o setor enfrenta uma combinação complexa, que envolve, para além de uma taxa Selic elevada — mesmo que em trajetória de queda —, as mudanças de comportamento do consumidor, mudanças na Reforma Tributária, bets, taxa das blusinhas e proposta de fim da escala 6×1.
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Números do Magazine Luiza
O Magazine Luiza (MGLU3) reportou prejuízo líquido de R$ 72,5 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), uma variação de 197,5% ante o prejuízo de R$ 24,4 milhões reportado no mesmo período em 2025.
Já na linha ajustada, que desconsidera as receitas e despesas não recorrentes, o prejuízo foi de R$ 50,4 milhões, ante lucro ajustado de R$ 1,8 milhão no mesmo período do ano anterior.
Apesar do resultado, o segundo prejuízo neste ano após a entrega de lucros em 2025, o tom da administração é positivo no que diz respeito aos próximos trimestres.
A combinação de crescimento das lojas físicas, crescimento da parceria com a Amazon no e-commerce e novas iniciativas nesta frente, além de melhora no capital de giro e geração de caixa, estão entre os pontos animadores citados por Roberto Belissimo, CFO da varejista, em entrevista ao Money Times.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que mede o desempenho operacional, foi de R$ 675,3 milhões no 2T26, uma queda de 1,7% na comparação anual. Na linha ajustada, a cifra é de R$ 708,8 milhões, recuo de 2,5% na comparação com o mesmo período em 2025.