Trabalho

Maiores beneficiárias serão as mulheres, que têm jornada de trabalho e jornada em casa, diz Alckmin sobre fim da escala 6×1

26 maio 2026, 13:53 - atualizado em 26 maio 2026, 13:53
geraldo alckmin tarifa eua
O vice-presidente Geraldo Alckmin: mulheres serão beneficiadas com fim de escala 6x1 (Reuters/Adriano Machado)

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou, nesta terça-feira (26), em Brasília (DF) que as mulheres terão os maiores benefícios com o fim da escala de trabalho 6×1 e a possibilidade de ter dois dias de folga por semana. Em entrevista a jornalistas após visitar uma concessionária de veículos na capital federal, Alckmin contou uma de suas histórias, de uma viagem ao Vale do Paraíba, em São Paulo, para exemplificar o benefício feminino com a mudança na lei trabalhista.

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“Parei em uma beira de estrada para fazer um lanche e a moça que estava no balcão me cobrou quando ia acabar a escala 6×1. (Ela disse), eu posso trabalhar sábado… posso trabalhar domingo, não tem problema. Agora, eu preciso de dois dias, porque tenho duas filhas para criar, tenho casa para cuidar e não tenho empregada”, afirmou Alckmin. “Acho que os maiores beneficiários serão as mulheres que, além da jornada de trabalho, têm a jornada em casa”, completou.

Para o vice-presidente, o acordo anunciado nesta segunda-feira (26) entre governo e Câmara dos Deputados – com um período de transição para o fim da jornada 6×1 e a redução de jornada de trabalho de 44 horas, para 42 horas e para 40 horas semanais em até um ano – foi um “bom entendimento” e em um “formato inteligente” de aplicação. “Cabe ao Congresso discutir, avaliar, debater e decidir. Legislação é tema do Congresso”, afirmou.

Segundo Alckmin, há uma tendência mundial de redução de jornada de trabalho, pois a tecnologia permite “fazer mais com menos gente”. Ele citou exemplo até mesmo de atividades com capital humano intensivo, com agricultura e indústria. “Você pega a agricultura, setor primário da Economia, está toda mecanizada. Não vai ter nem tratorista, vai ser trator autônomo. A indústria vai ser muita automação e robô”, concluiu.

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Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
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