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Taxas de DIs têm queda com IPCA abaixo do esperado e expectativa de corte na Selic em agosto

10 jul 2026, 18:25 - atualizado em 10 jul 2026, 18:32
Juros selic Banco Central copom
(Imagem: Rmcarvalho/iStock)

A curva de juros futuros fechou em forte queda nesta sexta-feira (10), com recuo próximo de 20 pontos-base em vários vencimentos, após a inflação ficar abaixo do esperado e reforçar a perspectiva de corte da taxa Selic em agosto.

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A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, caiu 9 pontos-base e fechou a 13,900% ante 13,990% do fechamento anterior.

Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em 13,980% ante 14,205% do fechamento anterior, queda de 22 pontos-base.

A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, recuou 11 pontos-base e terminou o dia a 14,245% ante 14,355% do fechamento da última quinta-feira (9).

O mercado de títulos brasileiros destoou do desempenho dos títulos Tesouro norte-americano, os Treasuries, que fecharam em alta.

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Por volta de 18h (horário de Brasília), o yield do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária – operava a 4,21% ante 4,162% do ajuste anterior.

Já o retorno do título de dez anos — referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito — subia para 4,561%, de 4,539% de ontem, no mesmo horário.

O que mexeu com os DIs hoje?

O gatilho para o alívio na curva de juros foi o otimismo com um novo corte na taxa básica de juros, a Selic, após dados de inflação. Hoje, a Selic está em 14,25% ao ano e o mercado precifica um novo corte de 25 pontos-base na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em 5 de agosto.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou no comparativo mensal. A inflação oficial do Brasil subiu 0,16% em junho, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em maio, o índice de preços havia avançado 0,58%.

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No acumulado dos 12 meses, a inflação subiu 4,64% — ainda acima da meta perseguida pelo Banco Central (BC), de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Para Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, o resultado abaixo do esperado ajuda a aliviar um pouco a pressão na inflação corrente no curto prazo e contribui para as apostas de mais um corte na Selic.

“Sem dúvida, o número (do IPCA) reforça a percepção de que o Copom seguirá cortando a Selic. Em agosto nos parece certo”, avaliou o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, em relatório. “A dinâmica dos preços dos alimentos e do petróleo determinará a expansão do ciclo de corte.”

Após o dado, o Bank of America (BofA) também alterou a expectativa de manutenção para uma redução da taxa básica de juros em 25 pontos-base na próxima decisão do Copom, considerando um cenário externo mais favorável – entre outros fatores, os preços do petróleo abaixo de US$ 80 o barril.

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O banco ainda considera o ‘risco’ de mais um corte na Selic de 25 pontos-base além de agosto, embora o cenário-base seja de manutenção da taxa a 14% ao ano até dezembro.

O exterior também ‘ajuda’ na possível redução de riscos inflacionários com a breve queda nos preços do petróleo. O contrato futuro do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para setembro fechou com queda de 0,38% e barril cotado a US$ 76,01 na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que aceitou o pedido do Irã de continuar as negociações para um acordo de paz definitivo no Oriente Médio.

Logo após o fechamento dos mercados, Teerã negou ter solicitado negociações com os EUA. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse que o país persa não havia solicitado negociações com Washington, mas havia aceitado a visita do mediador do Catar ao Irã, segundo a TV estatal iraniana.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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