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Mitre (MTRE3) vende R$ 198 milhões no 2º tri, queda de 31,9% no ano

10 jul 2026, 18:29 - atualizado em 10 jul 2026, 18:29
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(Imagem: LinkedIn/ Mitre)

A Mitre Realty (MTRE3) registrou vendas líquidas de R$ 198,3 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 31,9% em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado do primeiro semestre, as vendas líquidas somaram R$ 527 milhões, recuo de 14,4% na comparação anual.

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Os dados fazem parte da prévia operacional divulgada pela incorporadora nesta sexta-feira (10).

As vendas brutas alcançaram R$ 243,5 milhões entre abril e junho, uma redução de 23,8% na base anual. Já os distratos totalizaram R$ 45,3 milhões no trimestre, alta de 60,5% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Segundo a companhia, o desempenho refletiu um trimestre mais desafiador, marcado pelo aumento do tempo médio para assinatura dos contratos pelos clientes e pelo elevado número de feriados no primeiro semestre, fatores que afetaram o ritmo das vendas.

Mesmo assim, a Mitre destacou o desempenho do empreendimento NAEEM, lançado em Pinheiros no início do ano. O projeto, que representa o maior lançamento da história da companhia, possui Valor Geral de Vendas (VGV) líquido de R$ 802 milhões e já alcançou 53,1% das unidades vendidas. No semestre, a incorporadora lançou um empreendimento com VGV bruto de R$ 916,9 milhões.

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O indicador de vendas sobre oferta (VSO) dos últimos 12 meses ficou em 37,6%, ante 44% um ano antes. No trimestre, o VSO foi de 9,2%. Ao fim de junho, o estoque da companhia somava R$ 1,95 bilhão em VGV, queda de 9,4% em relação ao primeiro trimestre, refletindo as vendas realizadas no período, mas ainda 20,9% acima do registrado um ano antes. O estoque pronto representava 5,1% do total, uma redução de 1,9 ponto percentual em relação ao segundo trimestre de 2025.

Na frente operacional, a Mitre entregou 658 unidades no segundo trimestre, equivalentes a R$ 454 milhões em VGV. Para o restante de 2026, a expectativa é entregar outros R$ 596,3 milhões em VGV, distribuídos em 906 unidades.

Segundo a empresa, o pipeline de entregas para os próximos 12 meses está cerca de 90,3% vendido, o que garante maior previsibilidade para a operação mesmo em um ambiente de vendas mais lento.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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