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Membros fundadores do projeto Libra migram para o projeto Celo

23/04/2020 - 10:27
Traduzido e editado por Daniela Pereira do Nascimento
Celo se diferencia do projeto libra pois o projeto é descentralizado, e não existe um órgão centralizado e governança para determinar quais serão as futuras mudanças feitas no protocolo (Imagem: Crypto Times)

Quando a Libra foi anunciada pela primeira vez em junho de 2019, foi apresentada como uma moeda digital global lastreada a uma cesta de depósitos bancários e valores mobiliários governamentais de curto prazo.

Esses ativos seriam denominados em uma gama de moedas internacionais historicamente estáveis, incluindo o dólar, a libra, o euro, o franco-suíço e o iene.

A Associação Libra iria manter essa cesta de ativos e mudar o balanço de sua composição caso fosse necessário. Ao fazê-lo, poderia compensar grandes flutuações de preço de qualquer moeda internacional para que o valor da Libra permanecesse consistente.

A Associação sem fins lucrativos também supervisiona o desenvolvimento do token e as regras de governança do blockchain. Cada membro fundador pagou, no mínimo, US$ 10 milhões para participar.

Espera-se que a legalização das apostas esportivas seja muito significativa aos impostos

Membros ganham um voto no conselho da Associação Libra e têm direito a uma parte dos dividendos dos juros ganhos na reserva Libra.

A coligação original de 28 apoiadores corporativos rapidamente diminuiu. Em outubro de 2019, PayPal anunciou sua saída da Associação porque reguladores governamentais estavam inspecionando o projeto. eBay, Visa, Mastercard e Stripe saíram na semana seguinte.

Em uma tentativa de manter o projeto para lançamento ainda este ano, a Associação Libra recentemente divulgou uma atualização do whitepaper Libra. Existem diversas mudanças importantes. A de maior destaque é a oferta de stablecoins de moedas únicas, além da stablecoin de multimoedas.

O projeto Libra mudou de foco para agradar reguladores, já que faz meses que estes estão examinando e criticando as possíveis falhas do projeto (Imagem: Crypto Times)

“Embora nossa visão sempre tenha sido para a rede Libra complementar moedas fiduciárias, e não competir competir com elas, uma das principais preocupações compartilhadas era a possibilidade de uma Libra multimoedas (≋LBR) para interferir com a soberania e política monetárias se a rede atingir uma escala significativa e grandes volumes de pagamentos nacionais forem feitos em ≋LBR”, declarou a Associação.

“Assim, iremos expandir a rede Libra ao incluir stablecoins de moeda única além da ≋LBR.”

Uma segunda mudança no whitepaper da Libra é abrir mão da futura transição para um sistema apermissionado enquanto mantém suas principais propriedades econômicas.

“Reguladores fizeram perguntas inteligentes sobre o perímetro de controle para a rede Libra”, disse a Associação. “Em particular, a necessidade de evitar que participantes desconhecidos tomem controle do sistema e retirem provisões essenciais de conformidade.”

Em outubro de 2019, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, declarou que sua empresa “não fará parte do lançamento do sistema de pagamentos Libra em nenhum lugar do mundo, a menos que os reguladores dos EUA aprovem essa decisão”.

Outro infortúnio ao projeto Libra foi a migração dos maiores nomes restantes na Associação para um novo projeto.

Celo é o projeto “adversário” da Libra do Facebook, pois suas missões são bem similares (Imagem: Twitter/Celo)

Chamado de “Celo Alliance for Prosperity”, o projeto foi revelado no dia 11 de março, em que grandes apoiadores da Libra, como Coinbase Ventures, Andreessen Horowitz (a16z), Anchorage Mercy Corps e Bison Trails, aparecendo na lista de membros fundadores.

A equipe por trás do Celo é a startup chamada cLabs. Rene Reinsberg e Marek Olszewski, cofundador da cLabs, fundaram uma startup de aprendizagem de máquina diretamente no MIT, adquirida pela empresa de registro de domínios GoDaddy.

Sep Kamvar, o terceiro cofundador, desenvolveu o primeiro algoritmo eficiente para acrescentar contexto pessoal ao processo de pesquisa na internet, fazendo com que sua empresa fosse adquirida pela Google.

“Eu acho que a similaridade com a Libra é que compartilhamos uma missão parecida”, afirmou Chuck Kimble, chefe de Parcerias Estratégias do Celo, no início deste ano.

“Ambos queremos ajudar a criar prosperidade, mas creio que existem muitas diferenças. O nosso projeto é descentralizado. É um coletivo completamente descentralizado de empresas com missões alinhadas. Não existe um órgão central e governante para determinar como Celo irá evoluir, e as pessoas serão capazes de votar sobre a evolução do Celo.”

Com 50 membros fundadores e um alcance estimado de 400 milhões de pessoas, a Aliança Celo já possui o apoio de importantes membros e de infraestrutura de projetos como Carbon, MoonPay, Ledger, GiveDirectly, Grameen Foundation, Maple e Polychain Capital.

O protocolo subjacente vem sendo desenvolvido desde 2017. É descrito como um protocolo aberto, criptografado e distribuído, criado para interagir com uma família de criptomoedas, incluindo as lastreadas a moedas fiduciárias como o dólar estadunidense.

O protocolo Celo é uma plataforma de contratos inteligentes que usa o algoritmo de consenso proof-of-stake e baseado na Ethereum, alimentado por Celo Gold (cGLD), token de governança e moeda de reserva da rede.

Na semana passada, Anchorage, que fornece soluções de custódia institucional, anunciou seu apoio ao token nativo do Celo.

Anchorage, custodiante institucional de criptoativos, fornecerá suporte para armazenamento e staking para o “rival” da stablecoin Libra, o token nativo do Celo, quando o blockchain for lançado (Imagem: Crypto Times)

Em uma publicação, Diogo Mónica, CEO da Anchorage, afirmou que a empresa seria a fornecedora de custódia oficial para o Celo Gold. Anchorage fornecerá armazenamento, staking e outras funcionalidades avançadas de rede para o Celo Gold.

A primeira aplicação sendo criada no protocolo é um sistema de pagamentos sociais com foco em celulares. Olaf Carlson-Wee, CEO da Polychain, descreve-o como “o WhatsApp para dinheiro”.

As plataformas irão possibilitar o envio de valor de um número de celular para outro sem a necessidade de um endereço de carteira em blockchain.

Andreessen Horowitz (a16z) afirma que um dos motivos de terem decidido apoiar o projeto é porque “Celo está criando tanto a infraestrutura subjacente como uma carteira móvel para clientes, adotando uma abordagem completa. Isso significa que estão criando um produto ou serviço completo que possa contornar infraestruturas e limitações tradicionais e, mais importante, fornecer uma melhor experiência de ponto a ponto, permitindo que Celo forneça as melhores características de cripto e junte-as a uma experiência de usuário mais transparente”.

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Última atualização por Daniela Pereira do Nascimento - 23/04/2020 - 10:27

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