Economia

Mercadante rejeita Estado mínimo como caminho para o desenvolvimento: ‘Como vamos competir com EUA, China e UE sem subsídios?

14 set 2026, 16:26
aloisio mercadante bndes btg
(Foto: Divulgação)

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, afirmou que é um equívoco insistir na ideia de Estado mínimo como caminho para o desenvolvimento. A declaração ocorreu durante o Seminário Brasil Hoje, realizado pelo Grupo Esfera.

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“Essa é uma grande divergência que existe neste plenário sobre a relação Estado e mercado. É um equívoco insistir que o caminho para o desenvolvimento é o Estado mínimo. O Consenso de Washington existe há 40 anos e o que aconteceu com a União Europeia? Caiu de 17% para 14% do PIB mundial. Já o Sul global cresceu de 42% para mais de 60% do PIB”, disse.

Mercadante destacou o crescimento das economias asiáticas e questionou como a indústria brasileira pode competir com países que oferecem subsídios e incentivos públicos.

“Sabe onde a economia do mundo cresceu? Na Ásia, um lugar onde há uma relação criativa Estado/mercado. Como a nossa indústria vai concorrer com a China que tem de quatro a oito vezes mais subsídios que a média da OCDE? Como lidar com os EUA sendo que o Trump a cada dia dá mais subsídios e incentivos públicos? É só olhar o que Trump quer fazer com as terras raras e minerais críticos. E a União Europeia está fazendo a mesma coisa”, completou.

Segundo o presidente do BNDES, defender o Estado mínimo nesse cenário é uma ingenuidade que leva à desindustrialização.

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“Quem não acredita, vai lá comer um churrasco na Argentina, volta e a gente conversa. A China há 40 anos cresce 8,3% ao ano. Na última década, a América Latina cresceu 1,2%. E uma coisa para não esquecermos, fomos o país que mais cresceu no mundo durante 30 anos e nós perdemos essa relação, e precisamos recuperá-la”.

Mercadante ressaltou, porém, que o BNDES não deve substituir o mercado de capitais nem ficar “inchado”. Segundo ele, o banco deve atuar nas áreas que não são atendidas pelas instituições privadas.

“O BNDES faz o que o mercado de capitais não faz e os bancos privados não fazem. O André [Esteves] disse uma coisa muito importante: quem precisar, passa no BTG que a gente resolve. Eu digo outra, se os bancos não resolverem, vai lá no BNDES que a gente resolve”.

Mercadante afirmou que não há inovação sem que o Estado assuma riscos.

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“O setor privado não sabe se vai chegar ao final do processo. Para tirar do bolso e reduzir custos, ele precisa da ajuda do Estado. A nossa linha de inovação é uma linha que tem subsídio, mas é o subsídio no lugar certo, onde ele precisa estar. A inovação é o coração da economia moderna. Ela ajuda a dar o salto qualitativo”

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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