Créditos de carbono

Mercado de carbono: indústria terá de começar a medir emissões a partir de 2027; veja setores

30 out 2026, 18:46
Créditos de carbono mercados (1)
(iStock.com/EyeEm Mobile GmbH)

O governo federal definiu o cronograma de implementação das obrigações de mensuração, relato e verificação (MRV) de emissões de gases de efeito estufa no mercado regulado de carbono brasileiro. A medida foi estabelecida pela Portaria nº 3.199, publicada pelo Ministério da Fazenda nAa quinta-feira (29), e prevê a entrada gradual de setores da economia no Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE) a partir de 2027.

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Na primeira etapa, com início em 2027, estão incluídos os setores de alumínio, usinas integradas de ferro e aço, cimento, exploração e produção de petróleo e gás natural, alguns segmentos da indústria química, mineração de minério de ferro e bauxita, papel e celulose e vidro.

A segunda etapa começa até 2029 e contempla cerâmica, usinas semi-integradas de ferro e aço, outros segmentos da indústria química, alimentos e bebidas, mineração de outras substâncias minerais, refino de petróleo e setor elétrico. Já a terceira fase, prevista para começar até 2031, incluirá os transportes rodoviário, ferroviário e aquaviário.

A obrigação de monitoramento será aplicada a operadores com emissões anuais a partir de 10 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO₂e), o que representa menos de 1% dos CNPJs do país. Empresas com emissões superiores a 25 mil toneladas anuais também estarão sujeitas às obrigações previstas no Plano Nacional de Alocação (PNA), após 2030.

Cada etapa terá um ciclo de preparação de quatro anos. O primeiro será dedicado à elaboração do plano de monitoramento, os dois seguintes ao acompanhamento das emissões e o quarto à consolidação dos dados para o PNA.

O que muda para as empresas

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A publicação da portaria não exige a apresentação imediata de relatórios nem estabelece limites de emissão ou custos nesta fase inicial. O objetivo dos primeiros anos será preparar as empresas para medir e reportar suas emissões de maneira padronizada.

O teto global de emissões e a distribuição das Cotas Brasileiras de Emissões (CBEs) serão definidos no Plano Nacional de Alocação, com vigência prevista a partir de 2030. Na largada, a distribuição das cotas será integralmente gratuita.

O Ministério da Fazenda também prevê estruturar, ainda em 2026, uma Câmara de Assuntos Regulatórios com os setores da primeira etapa. O governo pretende realizar em novembro consultas públicas sobre os programas brasileiros de Mensuração, Relato e Verificação (PB-MRV) e de Compensação de Emissões (PBCE).

A implementação do mercado regulado está prevista na Lei nº 15.042/2024. Com o sistema, o Brasil busca estruturar um mecanismo de precificação de carbono e avançar no cumprimento de seu compromisso internacional de alcançar a neutralidade das emissões até 2050.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.

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