AgroTimes

Raízen (RAIZ4) aprova aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões e prepara separação de negócios

30 out 2026, 18:18
raízen, raiz4
Logotipo da Raizen é visto em São Paulo, Brasil, em 20 de agosto de 2025 REUTERS/Amanda Perobelli

A Raízen (RAIZ4) aprovou, nesta sexta-feira (30), as medidas societárias necessárias para implementar seu plano de recuperação extrajudicial, incluindo um aumento de capital que poderá alcançar R$ 39,8 bilhões. As deliberações foram aprovadas em assembleias gerais extraordinárias da companhia e da Raízen Energia, além de uma assembleia especial de acionistas preferencialistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A operação prevê aportes de até R$ 3,5 bilhões pela Shell Brazil Holding ou afiliadas e, potencialmente, de R$ 500 milhões pela Aguassanta Participações, caso opte por participar. O aumento de capital também envolverá a capitalização de parte dos créditos detidos pelos credores e o exercício do direito de preferência pelos demais acionistas.

O aumento será realizado por meio de três emissões simultâneas: ações ordinárias e preferenciais classe B, ambas ao preço de R$ 0,25 por papel, e units compostas por uma ação ordinária e uma preferencial classe A, ao preço de R$ 0,50 por unidade.

O valor máximo considera o não exercício, pela Cosan, de seu direito de preferência na subscrição de ações preferenciais classe B. A operação poderá ser homologada parcialmente.

O Conselho de Administração deverá deliberar sobre o aumento de capital em 6 de novembro. A mesma data será a referência para definir os acionistas com direito de preferência, que poderão exercer a prerrogativa entre 9 de novembro e 8 de dezembro. A partir de 9 de novembro, as ações passarão a ser negociadas sem direito de participação na operação.

Separação dos negócios

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As assembleias também aprovaram uma redução de capital da Raízen S.A. de até R$ 35 bilhões, mediante a entrega aos acionistas de valores mobiliários emitidos pela Raízen Energia. A medida faz parte do processo de segregação dos negócios do grupo, que deverá resultar em duas companhias abertas e independentes.

A Raízen Energia ficará concentrada nas atividades de produção e comercialização de etanol, açúcar e bioenergia. Já a Raízen S.A. manterá as operações de distribuição de combustíveis e lubrificantes da marca Shell.

A segregação ainda depende do cumprimento das condições previstas no plano de recuperação extrajudicial. A companhia informou também que iniciará os trabalhos preparatórios para um processo competitivo destinado a avaliar possíveis investimentos no negócio de distribuição de combustíveis, inclusive por meio de uma eventual oferta pública secundária de ações.

As medidas dão sequência à reestruturação financeira e societária do grupo, cujo plano de recuperação extrajudicial foi homologado em 30 de julho de 2026.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar