Mercado Livre (MELI) segue entre as favoritas do Safra mesmo após corte no preço-alvo
O Safra cortou o preço-alvo para as ações do Mercado Livre (MELI), negociadas na Nasdaq, de US$ 2.400 para US$ 2.300, o que ainda representa um potencial de valorização de 24% sobre o preço de fechamento anterior. A recomendação de compra foi mantida.
A gigante argentina do e-commerce é apontada como uma das ações preferidas do banco não só no setor de e-commerce, uma vez que os analistas veem a companhia negociando a 36 vezes o lucro projetado para 2027 (P/L), abaixo de sua média histórica de 55 vezes e também do múltiplo atual de 41 vezes.
“É importante destacar que o Mercado Livre negocia com prêmio devido ao seu ritmo excepcional de crescimento (mais de 30 trimestres consecutivos com expansão superior a 30%) e ao elevado retorno sobre o capital investido (ROIC médio de 39% entre 2025 e 2028)”, diz o banco.
Apesar de o Safra reconhecer os impactos da concorrência sobre os resultados de curto prazo, o otimismo em relação aos vetores de crescimento permanece, considerando a combinação de:
- Crescimento, como líder em um mercado em rápida expansão, além do elevado nível de investimentos em tecnologia e cadeia logística;
- Melhora dos retornos, com ROIC de 39% entre 2025 e 2028;
- Estrutura de capital sólida, com dívida líquida/EBITDA de 1,1 vez em 2026.
Margens pressionadas
Em meio ao otimismo, os analistas destacam que a margem Ebit da empresa deve continuar pressionada devido à abertura e maturação de novos centros de distribuição (fulfillment centers), a ampliação da oferta de crédito e campanhas comerciais de frete grátis e cupons para acelerar a transformação digital.
“Além disso, adotamos uma visão mais construtiva para a Argentina, diante da melhora do cenário macroeconômico. Para o México, nossas projeções permanecem praticamente inalteradas. Também passamos a ter uma visão mais otimista para a operação em Outras Regiões”, diz o Safra.
O banco elevou as projeções para o GMV (Volume Bruto de Mercadorias) em 7% para 2026, 11% para 2027 e 14% para 2028, em relação às estimativas anteriores. Além disso, passou a projetar que a receita líquida do e-commerce crescerá ligeiramente acima do GMV.
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