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Safra passa a tesoura no preço-alvo de Magazine Luiza (MGLU3) e Casas Bahia (BHIA3); entenda os motivos

13 jul 2026, 12:23
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O Safra passou a tesoura nos preços-alvo de Magazine Luiza (MGLU3) e Casas Bahia (BHIA3), mantendo as recomendações neutra e underperform (equivalente à venda), respectivamente.

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A equipe de analistas do banco tem em vista um cenário macroeconômico difícil para as categorias cíclicas, dada a elevada correlação entre o consumo e as taxas de juros. No caso do Magalu, o preço saiu de R$ 10 para R$ 6, implicando um potencial de alta de 15%.

Já para Casas Bahia houve redução de R$ 3 para R$ 1,20, implicando um potencial de 8%, uma vez que a companhia continua consumindo caixa (R$ 1,6 bilhão nos últimos 12 meses) e apresentando retorno sobre o capital investido (ROIC) de cerca de 4% entre 2025 e 2028.

Magazine Luiza

O Safra ainda vê os resultados do Magazine Luiza muito pressionados pelo atual cenário macroeconômico, com juros elevados. O banco reduziu a estimativa para o ritmo de crescimento de longo prazo, com CAGR (taxa de crescimento anual composta) de 4% entre 2029 e 2036, ante 4,5% anteriormente, pois não espera mudança na tendência de vendas de bens duráveis.

Por outro lado, os analistas incorporaram nas premissas que o Magazine Luiza continuará ganhando participação de mercado nas lojas físicas (B&M), como observado nos últimos trimestres.

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Com isso, as projeções de receita líquida permaneceram praticamente inalteradas, com revisões de: -2% para 2026; -1% para 2027; praticamente estáveis para 2028.

“Em relação às margens, reduzimos nossa estimativa de margem bruta em cerca de 40 pontos-base para 2026 e 2027, diante do ambiente competitivo ainda difícil para o marketplace (3P), o que deteriora o mix de receitas, já que as operações próprias (1P) e as lojas físicas possuem margens inferiores às do marketplace”, diz o banco.

Vale destacar que as projeções ainda consideram uma expansão gradual da margem bruta, impulsionada pelo aumento da participação das receitas de serviços nas vendas, com mais 10 pontos-base em 2026 e 2027 e 20 pontos-base em 2028.

O Safra cortou as projeções de lucro líquido em 67% para 2026; 22% para 2027; 7% para 2028, como resultado da combinação entre desempenho operacional mais fraco e maiores despesas financeiras decorrentes dos juros elevados.

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“Mantemos a recomendação Neutra para o MGLU3 devido ao potencial de valorização limitado e ao múltiplo implícito de 7 vezes o lucro (P/L) no preço-alvo, que consideramos adequado diante de cerca de 90% do lucro líquido projetado para 2027 depender de créditos tributários e do cenário macroeconômico e competitivo. Também destacamos que todo o lucro líquido esperado para 2026 deverá vir de créditos tributários”, dizem os analistas.

Casas Bahia

O olhar do Safra para Casas Bahia incorpora os resultados mais recentes e também o cenário macro, que deve pressionar tanto as vendas pela menor demanda quanto os resultados financeiros, devido a maiores despesas financeiras.

O principal motivo para a redução do preço-alvo foi a revisão para baixo da velocidade de expansão da margem EBITDA, que passou para 9,1% na perpetuidade, ante 9,7% anteriormente (e 8,4% projetados para 2026), pois os analistas não esperam melhora nas vendas de bens duráveis.

O Safra adota uma postura mais conservadora para o crescimento das vendas, reduzindo nossas projeções em 2% para 2026 e 2027 em relação às estimativas anteriores.

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“Esperamos que as operações de lojas físicas (B&M) e marketplace (3P) continuem pressionadas pelo cenário macroeconômico, compensando parcialmente a melhora da operação própria (1P), impulsionada pelas parcerias com marketplaces”, dizem os analistas.

Após incorporar os resultados do 1T26 e a perspectiva de juros mais altos, aumentamos nossas projeções de despesas financeiras, o que levou à revisão para cima das estimativas de prejuízo líquido para 2026 e 2027.

O Safra reconhece que a empresa melhorou sua estrutura de capital, embora grande parte desse avanço tenha ocorrido às custas dos acionistas, por meio da expressiva diluição causada pela conversão de dívida em ações.

“Também reconhecemos os esforços para melhorar a operação, mas, para adotarmos uma visão mais positiva sobre a companhia, gostaríamos de observar uma melhora consistente na geração de caixa. A empresa consumiu R$ 1,6 bilhão em caixa nos últimos 12 meses. Por isso, mantemos a recomendação Underperform“, diz o banco.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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