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Wall Street cai com disparada dos preços do petróleo e à espera de dados de inflação

13 jul 2026, 17:07 - atualizado em 13 jul 2026, 17:17
Operador na bolsa de Nova York 1º de junho de 2026. REUTERS/Brendan McDermid/Foto de arquivo / USN: KBN3T21FY/ ID: tag:reuters.com,2026:newsml_KBN3T21FY:1
Operador na bolsa de Nova York (Foto: REUTERS/Brendan McDermid/Foto de arquivo)

Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta segunda-feira (13) em tom negativo em meio a escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã e disputa pelo Estreito de Ormuz.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,26%, aos 52.498,64 pontos;
  • S&P 500: -0,79%, aos 7.515,45 pontos;
  • Nasdaq: -1,55%, aos 25.873,176 pontos.

Troca de ataques no Oriente Médio

A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã no fim de semana, o fechamento do Estreito de Ormuz, que ainda não tinha sido aberto totalmente, e as implicações do conflito concentraram as atenções dos investidores nesta segunda-feira.

A disputa pelo controle do Estreito de Ormuz fez os preços do petróleo disparar e o barril voltar a ser cotado no nível de US$ 80, reforçando o temor de novos choques inflacionários na economia global e a perspectiva de juros mais altos por mais tempo.

O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para setembro encerrou com alta de 9,59%, a US$ 83,30 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

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No último sábado (11), em meio a troca de ataques entre Washington e Teerã, , o Irã informou ter fechado o Estreito de Ormuz após disparar um tiro de advertência que atingiu uma embarcação que seguia por uma rota não autorizada e imobilizaram uma segunda embarcação no dia seguinte.

Já nesta segunda-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os EUA “provavelmente” assumirá o controle da via marítima e que devem ser reembolsados por controlar a via navegável, por onde escoa cerca de 20% do petróleo mundial.

No início da tarde, o chefe da Casa Branca anunciou que os EUA estavam restabelecendo o bloqueio ao transporte marítimo iraniano no Golfo e que vão garantir que o Estreito de Ormuz permaneça aberto — mediante pagamento.

Além disso, as Forças Armadas norte-americanas começarão a implementar um bloqueio marítimo ao Irã nesta terça-feira (14), segundo o Centro Conjunto de Informações Marítimas (JMIC), liderado pela Marinha dos EUA.

De olho na inflação

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Além do cenário geopolítico, o mercado operou à espera de novos dados macroeconômicos. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de junho será divulgado amanhã.

O diretor do Fed, Christopher Waller, afirmou que o Banco Central pode aumentar as taxas de juros “no curto prazo” se o CPI na base anual continuar acima da meta de 2%.

“Ainda há um cenário plausível de que a inflação comece a recuar para nossa meta de 2% com a política monetária em seu nível atual. Mas estou preocupado com o cenário igualmente plausível de que os dados nas próximas semanas mostrem que a inflação permanecerá em seu nível elevado ou até mesmo apresente tendência de alta, exigindo uma política monetária mais restritiva no curto prazo”, disse Waller à Associação de Economia Empresarial de Nova York.

Embora o dado não seja a referência inflacionária para o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), o CPI é usado pelo mercado para calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros.

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Perto do fechamento, , a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava para 65,3% de chance de o Fed manter os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano na decisão prevista para o fim deste mês, no dia 29. Para a reunião seguinte, em setembro, a aposta majoritária é de alta de ao menos 25 pontos-base (72,8%).

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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