Comprar ou vender?

Mercado Livre (MELI34): JP Morgan eleva preço-alvo após lucro acima do esperado no 4T24; hora de comprar?

25 fev 2025, 10:07 - atualizado em 25 fev 2025, 10:11
mercado-livre-jpg
O JP Morgan elevou o preço-alvo para Mercado Livre tendo em vista o balanço do 4T24 (Imagem: Reuters/Divulgação Mercado Livre)

O JP Morgan elevou o seu preço-alvo para as ações do Mercado Livre (MELI;MELI34) de US$ 1,950 para US$ 2,300, após a companhia reportar seu balanço referente ao quarto trimestre de 2024. A recomendação do banco, no entanto, permanece neutra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vale lembrar que as ações da gigante do e-commerce são listadas na bolsa americana Nasdaq. Por isso, o ticker MELI e o valor em dólar. Aqui no Brasil, a negociação ocorre pelo código MELI34, que representa o BDR (Brazilian Depositary Receipt), que nada mais é do que um certificado de valor mobiliário emitido e negociado no Brasil, mas que representam as ações da empresa listada no exterior.

  • VEJA MAIS: Selic pode alcançar 14,25% ao ano em março e, com os juros mais altos, os FI-Infra abrem uma oportunidade para o investidor; entenda

A equipe liderada por Marcelo Santos coloca que a atualização do preço-alvo incorpora o forte resultado do último trimestre de 2024. O Mercado Livre divulgou um lucro líquido melhor do que o esperado, quase quatro vezes acima do apurado no mesmo período de 2023.

A empresa, a maior da América Latina em valor de mercado, informou na quinta-feira (20) que seu lucro líquido entre outubro e dezembro chegou a US$ 639 milhões, aumento de 287% ano a ano e bem acima dos US$ 401,5 milhões esperados por analistas em pesquisa da LSEG.

Com isso, já no pós-mercado as ações subiram mais de 12%. Na avaliação do JP Morgan, já houve precificação do salto no lucro.

O que esperar do Mercado Livre

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os analistas do JP Morgan mantém as previsões para NIMAL (margem de juros líquida ajustada) de crédito praticamente inalteradas após o balanço, pois os resultados do quarto trimestre ficaram na maioria em linha com as estimativas do banco, com um ligeiro desempenho superior explicado pelo crescimento mais rápido nos empréstimos não relacionados a cartões de crédito.

“No entanto, continuamos a ver os cartões de crédito a crescer mais do que os empréstimos não relacionados a cartões de crédito e, portanto, pressionando os NIMALs para baixo, em direção a um ponto baixo de 19% em 2027, e depois aumentando gradualmente para 22% em 2031, à medida que as carteiras de cartões de crédito amadurecem”, avaliam.

Os analitas veem spreads de NIMAL de 20% no 1º trimestre de 2024, uma queda de 8 pontos percentuais sequencialmente, principalmente devido à sazonalidade.

4T24 do Mercado Livre

A receita líquida do Mercado Livre chegou a US$ 6,1 bilhões, 37% maior que um ano antes e acima das estimativas de US$ 5,9 bilhões, com o volume bruto de mercadorias (GMV) subindo 8% ano a ano, impulsionado pela alta de 32% na operação no Brasil, seu principal mercado, em base neutra de câmbio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O lucro antes de juros e impostos (Ebit) chegou a US$ 820 milhões no trimestre encerrado em dezembro, alta de 144% ante o mesmo período do ano anterior e também acima das expectativas dos analistas de US$ 612 milhões, em meio a uma base de comparação mais fraca, dado o impacto de impostos no quarto trimestre de 2023.

A carteira de crédito da empresa, que opera um marketplace em quase 20 países e é dona da fintech Mercado Pago, também seguiu crescendo, para US$ 6,6 bilhões, contra US$ 6 bilhões em setembro, enquanto a taxa de inadimplência acima de 90 dias caiu para 17,5% no período, de 17,9% anteriormente.

*Com informações da Reuters

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
Linkedin

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar