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Mercado precifica um novo corte na Selic em setembro após dados de inflação nos EUA

15 jul 2026, 18:44
juros futuros, DIs, taxa de juros
(Imagens: iStock/Andrii Yalanskyi)

A curva de juros futuros fechou a sessão desta quarta-feira (15) perto da estabilidade com o alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries, após novos dados de inflação norte-americanos abaixo do esperado.

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Com a melhora do humor externo, os investidores seguiram posicionados em mais um corte na taxa básica de juros, a Selic, na próxima decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central – o que seria a quarta redução consecutiva, no ciclo de afrouxamento monetário iniciado em março.

Durante a tarde, a curva a termo precificava quase 100% de chance de uma redução de 25 pontos-base na Selic, em agosto. Hoje, a taxa está em 14,25% ao ano.

Além disso, os investidores também passaram a observar uma pequena chance de redução na Selic em setembro: no fim da tarde desta quarta-feira, a curva precificava 30% de um possível quinto corte consecutivo nos juros para 13,75% ao ano, contra 70% de probabilidade de manutenção.

Hoje, a taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou a 13,890% ante 13,895% do fechamento anterior. Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em 14,025%, ante 14,020% do fechamento anterior.

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A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 14,320% ante 14,280% do fechamento da última terça-feira (13).

Nos EUA, o yield do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária – operava a 4,137% ante 4,193% do ajuste anterior, por volta de 18h30 (horário de Brasília).

Já o retorno do título de dez anos — referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito — caía para 4,551%, de 4,585% da última segunda-feira (13), no mesmo horário.

Inflação adia aposta de alta nos juros nos EUA

O cenário geopolítico ficou no radar com o recuo do presidente norte-americano Donald Trump sobre a cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz, mas o destaque do dia foi o novo dado de inflação nos EUA.

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Os preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) caíram 0,3% no mês passado, após alta de 0,6% em maio em dado revisado para baixo, segundo o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos. Os economistas consultados pela Reuters esperavam estabilidade na comparação mensal.

Nos 12 meses até junho, os preços ao produtor subiram 5,5%, após alta de 6,0% em maio.

O dado acompanhou o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) divulgado ontem. O CPI registrou deflação de 0,4% em junho, a maior queda mensal dese abril de 2020 e abaixo das expectativas do mercado.

Embora o dado não seja a referência inflacionária para o Fed, o CPI e o PPI são usados pelo mercado para calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros. Agora, os investidores esperam o índice de despesas de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), principal referência para o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) e que deve ser divulgado no próximo dia 30.

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Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava para 89,8% de chance de o Fed manter os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano na decisão prevista para o fim deste mês, no dia 29. Antes do PPI, a probabilidade de manutenção de 84%.

Para a reunião seguinte, em setembro, o mercado ajustou a aposta majoritária também para manutenção, com probabilidade de 51,9% de juros inalterados. Antes do PPI, os traders viam 52,1% de chance de alta nos juros pelo Fed.

Agora, outubro é o mês mais provável para uma nova alta nos juros, com probabilidade de 57,3%, segundo a ferramenta do CME.

*Com informações de Reuters

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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