Mercados

Ibovespa recua com Itaú (ITUB4) e expectativa de tarifaço dos EUA; dólar sobe a R$ 5,07

15 jul 2026, 17:30 - atualizado em 15 jul 2026, 17:41
bolsa, B3, day trade
(Imagem: iStock/maciek905)

O Ibovespa (IBOV) destoou do otimismo em Wall Street e encerrou em baixa com os investidores esperando o anúncio de um novo tarifaço dos Estados Unidos.

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Nesta quarta-feira (15), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com baixa de 0,36%, aos 176.010,90 pontos.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0785, em alta de 0,01%.

Por aqui, os investidores acompanharam a notícia de que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, em inglês) recomendou nova sobretaxação a produtos brasileiros ao presidente dos EUA, Donald Trump. A notícia é da CNN Brasil.

LEIA MAIS: EUA confirmam tarifaço ao governo brasileiro e sinalizam novas exceções, diz CNN

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Segundo a emissora, o USTR sinalizou um aumento da lista de exceções no novo tarifaço. Na última reunião entre representantes dos dois países, nesta terça-feira (14), Greer deu as negociações por encerrado e reclamou da falta de empenho por parte do Brasil, informou a CNN.

Na avaliação do analista Ilan Arbetman, da Ativa Investimentos, enquanto o tarifaço não é anunciado oficialmente, a bolsa brasileira foi impactada no pregão de hoje pela continuidade da tensão geopolítica no Oriente Médio, além da desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) da China.

O PIB chinês avançou 4,3% na taxa anualizada no segundo trimestre, a menor variação em mais de três anos e uma desaceleração ante os 5,0% dos primeiros três meses do ano.

Já a inflação ao produtor nos EUA dialogou com o dado dos preços ao consumidor divulgados na véspera. “Isso tirou um pouco do peso sobre a economia norte-americana, tanto que o S&P 500 subiu hoje”, diz.

Altas e quedas do Ibovespa

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Entre as ações “peso-pesado”, o setor de bancos pressionou o IBOV. O Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com baixa de 0,06%. O Itaú (ITUB4), que detém cerca de 8% da participação na carteira do IBOV, recuou 1,12% (R$ 43,14).

Por outro lado, a Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, encerrou o dia com alta de 0,68% (R$ 74,51), em linha com o avanço do minério de ferro para setembro, que avançou 1,13%, a US$ 112,53.

Já a Petrobras (PETR4;PETR3), que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice, terminou sem direção única. O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para setembro fechou com ganho de 0,26%, a US$ 84,95 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

PETR3 teve ganho de 0,11% (R$ 45,53) e PETR4 caiu 0,17% (R$ 40,59).

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Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

A ponta negativa foi liderada por Braskem (BRKM5), com perdas de 6,15% (R$ 6,41). O movimento ocorre na esteira da notícia de que o grupo de detentores de títulos da compahia apresentou uma proposta de reestruturação que prevê a diluição dos atuais acionistas da petroquímica.

Já a ponta positiva foi liderada pela Totvs (TOTS3), que avançou 4,18% (R$ 29,92).

Exterior

Os índices de Wall Street fecharam em alta diante da expectativa de juros mais baixos nos EUA após os dados de inflação de junho.

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O mercado adiou as apostas de alta nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) após novos dados de inflação abaixo do esperado.

Os preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) caiu 0,3% no mês passado, após alta de 0,6% em maio em dado revisado para baixo, segundo o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos. Os economistas consultados pela Reuters esperavam estabilidade na comparação mensal.

Nos 12 meses até junho, os preços ao produtor subiram 5,5%, após alta de 6,0% em maio.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,29%, aos 52.658,52 pontos;
  • S&P 500: +0,38%, aos 7.572,44 pontos;
  • Nasdaq: +0,62%, aos 26.269,227 pontos.
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Na Europa, os índices fecharam sem direção única de olho no Oriente Médio. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com avanço de 0,10%, aos 642,71 pontos.

Na Ásia, os índices terminaram majoritariamente em alta: o índice Nikkei, do Japão, subiu 1,49% os 68.751,51 pontos, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve ganho de 1,40%, aos 24.681,10 pontos.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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