Mitre (MTRE3): Ações caem 4% na bolsa após prévia operacional; é hora de comprar ou vender?
Negociadas fora do índice Ibovespa, as ações da Mitre Realty (MTRE3) operam em queda nesta segunda-feira (13), no pregão seguinte à divulgação da prévia operacional do segundo trimestre de 2026 (2T26).
Por volta das 11h15 (de Brasília), os papéis recuavam aproximadamente 4,80% na bolsa de valores, negociados a R$ 3,17.
A título de comparação, no mesmo horário, o IMOB, indicador que reúne as principais ações do setor imobiliário na bolsa brasileira, caía 0,9%, aos 1.353 pontos. Acompanhe o movimento em tempo real.
O 2T26 da Mitre
Entre abril e junho, a Mitre Realty não realizou lançamentos e concentrou sua operação na comercialização do estoque já existente.
No período, as vendas brutas da companhia totalizaram R$ 243,5 milhões, queda de 24% na comparação anual, enquanto os cancelamentos atingiram R$ 45 milhões, crescimento de 60%.
Como resultado, as vendas líquidas somaram cerca de R$ 198,3 milhões, retração de 32% frente ao mesmo intervalo de 2025.
Já a velocidade de comercialização, medida pelo indicador VSO (vendas sobre oferta), ficou em 9,2% no 2T26, abaixo dos 15,3% observados um ano antes.
Para o BTG Pactual, os resultados vieram “fracos”, embora majoritariamente “em linha com as estimativas”.
Em relatório, o banco apontou que, sem empreendimentos lançados ao longo do trimestre, o desempenho comercial da incorporadora ficou integralmente dependente da comercialização de unidades prontas.
Segundo os analistas da casa, o ambiente operacional da companhia também continuou pressionado no segmento de médio e alto padrão, influenciado principalmente pelas taxas de financiamento imobiliário ainda elevadas.
“De modo geral, a Mitre apresentou números operacionais fracos, mas amplamente em linha com nossas estimativas, impactados pela ausência de lançamentos no período e por um ambiente um tanto desafiador para a venda de estoques no nicho de média e alta renda”, afirmou o BTG.
“Com isso, embora MTRE3 seja negociada a apenas 0,4 vez o múltiplo valor patrimonial tangível (P/TBV), mantemos a recomendação neutra para o papel”, prosseguiu.
O preço-alvo do banco para as ações é de R$ 4,80, o que representa potencial de valorização de aproximadamente 48% frente à cotação atual.