Natura (NATU3): CEO reconhece desafios no 1T26, mas deixa tom de confiança para o restante do ano
A Natura (NATU3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 (1T26) com um balanço pressionado por consumo mais fraco e recuperação ainda lenta da Avon.
O CEO, João Paulo Ferreira, reconhece que o período foi marcado por desafios, mas reforça a confiança de trimestres melhores à frente e entrega dos compromissos para este ano, com foco em rentabilidade e caixa.
Ferreira pontua que o Brasil e Argentina vêm sofrendo com suas respectivas situações macroeconômicas. No caso da Argentina, soma-se há os efeitos de uma retomada pós-integração com a Avon que está ocorrendo de forma mais lenta do que o inicialmente esperado pela companhia.
“Embora esses fatores sejam negativos, as ações que temos em curso nos dão tranquilidade e nos mantêm confiantes nos compromissos que assumimos, inclusive publicamente, para 2026, que incluem a expansão de rentabilidade e geração de caixa da empresa”, afirmou o executivo em coletiva com jornalistas nesta terça-feira (12).
No Brasil, a Natura teve impacto de um consumo mais fraco principalmente no nordeste, além de queda no número e atividade das consultoras. Ainda, houve problemas operacionais temporários, como a estabilização após o fechamento da fábrica de Interlagos e implantação de novos sistemas.
No primeiro trimestre, a Avon ainda sofreu com o efeito do esvaziamento do pipeline inovação, que fez parte do reposicionamento da marca. Por outro lado, o executivo afirma que os primeiros sinais do relançamento da Avon, que ocorreu no fim de março, são promissores.
Ainda que reconheça os desafios enfrentados no primeiro trimestre deste ano, o tom da diretoria é de otimismo e confiança em uma recuperação ao longo deste ano, com os resultados esperados a partir do relançamento da Avon, ajustes operacionais e disciplina financeira.
O 1T26 da Natura
A Natura registrou prejuízo líquido de R$ 445 milhões no primeiro trimestre, acima do resultado negativo de R$ 152 milhões sofrido no mesmo período do ano passado.
A fabricante de cosméticos apurou resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente de R$ 346 milhões, queda de 55,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
A receita líquida somou R$ 4,75 bilhões de janeiro ao final de março, recuo de 7,7% na base anual.
Por volta de 14h45 (horário de Brasília) desta terça-feira, as ações NATU3 caíam 4,86%, cotadas a R$ 9,99. Acompanhe o tempo real.