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Novo auxílio elevará PIB do Brasil para 3,8%, afirma Oxford Economics

10/03/2021 - 12:07
Mulher usando máscara protetora e protetor facial fala ao telefone enquanto pessoas caminham em uma popular rua comercial em meio ao surto de Covid-19 em São Paulo, Brasil, 15 de julho de 2020. REUTERS/Amanda Perobelli
A segunda rodada de auxílio terá um impacto fiscal que provavelmente aumentará os rendimentos dos títulos de 10 anos do Brasil em 25 pontos-base, mantendo-os acima de 9% (Imagem: REUTERS/ Amanda Perobelli)

A segunda rodada de auxílio emergencial impulsionará o crescimento do PIB do Brasil em 0,2 ponto percentual, para 3,8% neste ano, escreve Marcos Casarin, economista-chefe para a América Latina da Oxford Economics, em nota.

A empresa estima que as famílias gastarão metade dos R$ 44 bilhões em estímulos durante 2021, e o restante será economizado ou usado para dívida

Isso aumentará o consumo em 0,4% no primeiro trimestre e 0,8% no segundo trimestre

A segunda rodada de auxílio terá um impacto fiscal que provavelmente aumentará os rendimentos dos títulos de 10 anos do Brasil em 25 pontos-base, mantendo-os acima de 9%.

De acordo com os economistas, a previsão de rendimento dos títulos aumentou em um total de 75 pontos-base para levar em conta deterioração fiscal adicional, aumento nos rendimentos dos EUA, risco institucional após mudanças na liderança da Petrobras, ruído político sobre potencial volta de Lula e inflação mais alta

A O xford Economics antecipou previsão de aumento da Selic de maio para março

“Embora pensemos que mais apoio fiscal ajudará a economia a se recuperar mais rapidamente, não estamos convencidos sobre sua compensação em termos de yields mais elevados e um aperto da política monetária”, escreveu Casarin

“O Brasil estava experimentando a recuperação mais rápida da América Latina e ainda contava com uma substancial poupança acumulada, então nenhuma evidência, além de um declínio na popularidade do presidente, sugeria que mais ajuda era realmente essencial”

“Relaxar a regra fiscal novamente para um pequeno ganho do PIB no curto prazo ao custo de custos de empréstimos mais elevados no longo prazo não parece uma troca justa para nós”

Última atualização por Vitória Fernandes - 10/03/2021 - 12:07

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