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Nvidia (NVDA) supera expectativas com receita de US$ 81,6 bilhões e vê demanda forte por IA “mesmo sem China”

20 maio 2026, 17:44 - atualizado em 20 maio 2026, 18:07
Jensen Huang, fundador da Nvidia - Divulgação NvidiaQ
Jensen Huang, fundador da Nvidia - Divulgação Nvidia

A Nvidia (NVDA) reportou resultados acima das expectativas do mercado no primeiro trimestre de 2026, com crescimento forte em Data Center e novo guidance acima do consenso de Wall Street.

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A companhia registrou receita de US$ 81,6 bilhões no período, alta de 85% na comparação anual e acima das projeções do mercado, que giravam em torno de US$ 79 bilhões. O lucro líquido somou US$ 58,3 bilhões, avanço de 211% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o lucro por ação diluído (EPS) GAAP atingiu US$ 2,39, acima da expectativa média de aproximadamente US$ 2,30.

Além dos resultados operacionais, a Nvidia anunciou uma nova autorização de recompra de ações de US$ 80 bilhões e elevou o dividendo trimestral de US$ 0,01 para US$ 0,25 por ação, reforçando a política de retorno de capital aos acionistas

O principal destaque continuou sendo o segmento de Data Center, cuja receita atingiu US$ 75,2 bilhões, avanço anual de 92%.

Segundo a companhia, o crescimento foi impulsionado “pelo ramp-up dos produtos Blackwell 300 e pela demanda por soluções InfiniBand, Spectrum-X Ethernet e NVLink”.

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No comentário que acompanha o balanço, a CFO da Nvidia Colette Kress afirmou que a receita seguiu mais diversificada entre diferentes perfis de clientes. “A receita de hyperscalers permaneceu em aproximadamente 50% da receita de Data Center, enquanto os 50% restantes vieram de uma diversificação contínua de clientes, incluindo AI Clouds, industriais, empresas e clientes soberanos”, disse a executiva.

A companhia também destacou que “não ocorreram embarques de produtos Hopper para a China durante o trimestre”, ante US$ 4,6 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.

China é destaque em resultado da Nvidia

Na prévia do balanço, analistas apontavam que o foco do mercado estaria menos nos números em si e mais nos comentários sobre China, ritmo de produção da Blackwell e continuidade da demanda por infraestrutura de inteligência artificial.

A Blackwell é a nova geração de chips de inteligência artificial da Nvidia, sucedendo a arquitetura Hopper e focada em treinamento e inferência de modelos de IA em larga escala. Já a Vera Rubin será a próxima plataforma da companhia, voltada para cargas de trabalho mais avançadas em data centers.

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Nesse contexto, a Nvidia reiterou que a plataforma Blackwell já foi “adotada e implantada por todos os principais hyperscalers, provedores de nuvem e desenvolvedores de modelos”. A empresa também afirmou que a arquitetura Vera Rubin segue “no caminho para o segundo semestre deste ano, começando no terceiro trimestre”.

Outro ponto acompanhado pelo mercado era o guidance. A Nvidia projetou receita de US$ 91 bilhões para o segundo trimestre fiscal de 2027, com margem bruta non-GAAP de 75%, números acima das estimativas de Wall Street.

Ao mesmo tempo, a companhia ressaltou que “não está assumindo nenhuma receita de computação para Data Center proveniente da China” em sua projeção para o trimestre atual.

As margens também avançaram na comparação anual. A margem bruta GAAP atingiu 74,9%, ante 60,5% um ano antes. Segundo a empresa, a alta ocorreu por conta de “menores provisões de inventário, principalmente devido ao encargo de US$ 4,5 bilhões associado ao excesso de inventário H20 no ano anterior”.

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As despesas operacionais cresceram 52% na comparação anual, para US$ 7,6 bilhões. De acordo com a CFO, o aumento foi causado por “maiores despesas com compensação e benefícios devido ao crescimento do número de funcionários e aumentos de remuneração, além de custos de computação, infraestrutura e materiais de engenharia para desenvolvimento de novos produtos”.

A Nvidia também informou que o fluxo de caixa livre atingiu US$ 48,6 bilhões no trimestre. Além disso, a companhia anunciou uma nova autorização de recompra de ações de US$ 80 bilhões e elevou o dividendo trimestral de US$ 0,01 para US$ 0,25 por ação.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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