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Nvidia (NVDA): Resultados ‘melhores que o esperado’ e volta ao mercado da China; saiba o que esperar do balanço

19 maio 2026, 11:46 - atualizado em 19 maio 2026, 11:47
Ilustração com o logotipo da Nvidia e a bandeira chinesa feita em 27 de agosto de 2025. REUTERSDado Ruvic
Ilustração com o logotipo da Nvidia e a bandeira chinesa feita em 27 de agosto de 2025. REUTERSDado Ruvic

Maior produtora de chips e semicondutores do mundo, a Nvidia (NVDA) deve publciar seus resultados referentes ao primeiro trimestre de 2026 na próxima quarta-feira (20), após o fechamento do pregão regular. O balanço servirá como um termômetro para o apetite dos investidores por teses relacionadas ainteligência artificial (IA).

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Para se ter uma ideia, o HSBC elevou seu preço-alvo para a ação de US$ 295 para US$ 325, mantendo a recomendação de compra para a empresa. A nova estimativa implica um potencial de alta de 46,2% em relação ao fechamento de segunda-feira (18).



Já os analistas consultados pela LSEG esperam que o lucro da companhia mais do que dobre em relação ao mesmo período do ano anterior, próximo dos US$ 200 bilhões, enquanto a receita deve avançar quase 80%.

No entanto, não é de hoje que as projeções são superadas com ampla folga pela Nvidia. A expectativa é de que a empresa também eleve as perspectivas para o segundo trimestre, abrindo espaço para ainda mais valorização das ações.

As ações da Nvidia acumulam alta de mais de 19% no ano, ajudando o mercado mais amplo a alcançar máximas históricas. O papel também é o maior do S&P 500, com valor de mercado superior a US$ 5 trilhões — elevando a importância do resultado para Wall Street à medida que a divulgação se aproxima.

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Além do balanço da Nvidia (NVDA)

Para Enzo Pacheco, analista da Empiricus, a possibilidade de a Nvidia retomar as vendas para a China já deixaram os investidores novamente animados com a tese, com a empresa se aproximando dos US$ 6 trilhões em valor de mercado.

Voltando alguns passos, a guerra comercial iniciada pelos Estados Unidos desde o início do mandato do presidente Donald Trump pressionou os negócios da Nvidia em algumas frentes, como a venda de chips de alta performance para o país em meio a uma corrida pelo desenvolvimento de novas tecnologias com IA.

No entanto, a própria China também impôs sanções contra produtos vindos dos EUA relacionados à infraestrutura de IA, o que vem pressionando ambas as partes na disputa pela fronteira tecnológica.

A mais recente viagem de Trump à China reacendeu a possibilidade de um acordo para liberar o fluxo de tecnologia entre os países, colocando a Nvidia como principal beneficiada.

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“Mesmo sendo a maior empresa do mundo, assumindo premissas até um tanto conservadoras para a companhias nos permite afirmar que há espaço para novos ganhos no papel”, podera Pacheco, em relatório.

O analista explica que, nos quase US$ 6 trilhões de valor da Nvidia, está um múltiplo de algo como 30 vezes os lucros projetados para o ano.

“Ainda que esse patamar seja superior ao observado pelo S&P 500, por exemplo (que está perto das 22 vezes), estamos falando de uma companhia de qualidade e crescimento bem superior à média”.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
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