Ibovespa dispara mais de 1% com otimismo no exterior e Vale (VALE3); dólar cai a R$ 5
O Ibovespa (IBOV) encerrou em tom positivo pela primeira vez na semana após ter atingido a mínima desde janeiro deste ano na véspera (19). O movimento reflete o otimismo com a abertura parcial do Estreito de Ormuz, alívio nos preços do petróleo e alta em Wall Street.
Nesta quarta-feira (20), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 1,77%, aos 177.355,73 pontos. Na máxima, o Ibovespa subiu 2,25%, aos 178.198,87 pontos.
Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,0034, com recuo de 0,74%.
Por aqui, os investidores acompanharam ainda o cenário eleitoral diante da proximidade das eleições de outubro e da última pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, que apontou a perda de força do pré-candidato e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A sinalização de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem vantagem reforça as preocupações do mercado com um fiscal expansionista no proximo governo.
A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã disse que 26 navios, incluindo petroleiros, navios porta-contêineres e outras embarcações comerciais, transitaram pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas em coordenação com o Irã, informou a mídia estatal.
Além disso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o país está nos “estágios finais” da negociação com o Irã, segundo a Bloomberg. A declaração foi feita a caminho de evento da Associação da Guarda Costeira dos EUA.
Trump reiterou, no entanto, ameaças ao Irã caso um acordo não seja firmado em breve. “Ou conseguimos um acordo, ou faremos coisas um pouco desagradáveis. Espero que não chegue a isso”, disse.
Altas e quedas do Ibovespa
Em dia de fluxo de entrada na bolsa, a Vale (VALE3) avançou 1,27%, a R$ 82,05. O movimento acompanhou o contrato do minério de ferro para setembro, que subiu 0,19%, a US$ 117,38 a tonelada, na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China.
Com a melhora do apetite a risco, bancos também registraram ganhos. O Itaú Unibanco (ITUB4) saltou 2,78%, a R$ 39,86.
Já a ponta positiva foi encabeçada pela CSN Mineração (CMIN3), que disparou 10,29%, a R$ 4,50, após a companhia aprovar a abertura de um novo programa de recompra de até 50 milhões de ações ordinárias.
Já ponta negativa do índice foi liderada pela Petrobras (PETR3;PETR4) derreteu mais de 3% seguindo os contratos futuros do petróleo Brent para julho, que tombaram de 5,62%, a US$ 105,02 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
PETR4 recuou 3,25% (R$ 44,59), enquanto PETR3 caiu 3,72% (R$ 49,75).
Exterior
Os índices de Wall Street fecharam em forte alta com o alívio dos preços do petróleo e recuo dos Treasuries. Com isso, o Dow Jones se aproximou de seu recorde histórico.
Com alívio nas tensões geopolíticas, os juros dos títulos do Tesouro norte-americano caíram e se afastaram das máximas históricas.
Ontem (19), os rendimentos do título de 30 anos atingiram o maior nível desde 2007, a 5,198%. Já nesta quarta-feira, os rendimentos caíram 6 pontos-base durante a sessão, mas permaneceram acima de 5%.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: +1,31%, aos 50.009,35 pontos;
- S&P 500: +1,08%, aos 7.432,91 pontos;
- Nasdaq: +1,55%, aos 26.270,359 pontos.
Na Europa, os índices fecharam em forte alta diante dos desdobramentos no Oriente Médio. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com alta de 1,46%, aos 620,29 pontos.
Na Ásia, os principais índices fecharam majoritariamente negativos ainda como reflexo da alta dos Treasuries na véspera. O índice de Nikkei, do Japão, teve queda de 1,23%, aos 59.804,41 pontos e o índice Hang Seng, de Hong Kong, fechou em baixa de 0,57%, aos 25.651,12 pontos.