Eleições 2026

Exclusivo: ‘salto mais alto’ sugerido por Lula se refere ao governo de São Paulo, afirma Haddad; ‘quadro está consolidado’

20 maio 2026, 17:53 - atualizado em 20 maio 2026, 17:53
O pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad, em entrevista ao Market Makers (Pedro Pereira/Market Makers)

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo paulista, Fernando Haddad (PT), afastou nesta quarta-feira (20) qualquer possibilidade de trocas de nomes do Partido dos Trabalhadores para as disputas aos cargos executivos em São Paulo e no Brasil nas eleições 2026. Em entrevista ao videocast do Market Makers, parceiro do Money Times, Haddad descartou disputar este ano a eleição presidencial e classificou como “quadro consolidado” a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um quarto mandato.

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Na segunda-feira (18), em um evento do governo federal, Lula disse que Haddad estava “pensando em dar um salto mais alto“, mas que não poderia revelar qual. Desde então, voltaram os rumores de que o ex-ministro poderia ser o candidato a presidente, negado por ele.

Segundo o ex-ministro da Fazenda, Lula poderia estar se referindo a São Paulo ao falar sobre o “salto mais alto” e, pela prudência de estar em um evento do governo federal, evitou se aprofundar no tema. “Falou isso, desse jeito, em virtude do fato de ser um evento do governo e de que não podia fazer menção ao que ele estava pensando. Foi por prudência, mesmo”, disse Haddad ao videocast.

A entrevista completa será publicada nesta quinta-feira (21) no canal do Market Makers no Youtube.

De acordo com o pré-candidato ao governo paulista, mudanças de nomes para uma disputa presidencial são planejadas com antecedência “a não ser em uma situação ultraexcepcional, que foi o caso de 2018, quando a candidatura do Lula foi impedida pelo Tribunal Superior Eleitoral“.

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Na eleição de 2018, Lula estava preso e inelegível, e Haddad era o candidato a vice na chapa registrada no TSE. Com a candidatura de Lula impugnada pela Corte Eleitoral, Haddad assumiu a cabeça de chapa e acabou derrotado para Jair Bolsonaro.

“Então, não existe essa possibilidade (candidatura a presidente). O quadro está consolidado e o que talvez não se sustente é a candidatura do opositor, não a do Lula. Ele que está com mais dificuldade de se manter”, afirmou Haddad, em referência a Flávio Bolsonaro (PL) e às ligações do pré-candidato a presidente com o Banco Master.

Receita para PT ganhar em São Paulo

Na entrevista, Haddad foi indagado sobre qual seria a receita para o PT comandar São Paulo pela primeira vez na história. O pré-candidato optou por citar os “muitos problemas” de setores do governo atual, de Tarcísio de Freitas (Republicanos), pré-candidato à reeleição e que o derrotou na disputa paulista em 2022.

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“Estou vendo crise na segurança pública, inclusive de hierarquia, crise na Educação, com uma greve grande, insatisfação no magistério, escolas sucateadas e a qualidade caindo segundo dados oficiais. Uma crise financeira, ele herdou (o governo) com R$ 26 bilhões de caixa livre e está com R$ 5 (bilhões) depois de ter vendido a Sabesp, que está esse horror e é campeã do Procon”.

Haddad lembrou que entrou na vida pública após o governo de Celso Pitta, prefeito de São Paulo entre 1997 e 2001. Pitta foi sucedido por Marta Suplicy e Haddad foi secretário de Finanças e Desenvolvimento. Em 2012, Haddad foi eleito prefeito e governou São Paulo entre 2013 e 2017.

“Eu entrei na vida pública no pós-Pitta, depois peguei o pós-Bolsonaro. Então eu tenho experiência nisso. Vou conseguir arrumar se me derem a honra de governar São Paulo”, concluiu.

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Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
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