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O que esperar dos balanços do 2T26? JP Morgan aposta em ‘stock picking’ e aponta vencedores e perdedores

09 jul 2026, 13:34 - atualizado em 09 jul 2026, 13:34
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(Imagem: The Capital Advisor)

O JP Morgan, em relatório, considera que, embora os números agregados esperados para os balanços do segundo trimestre de 2026 (2T26) sejam positivos, o feedback qualitativo leva o banco a esperar uma temporada de resultados neutra.

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Nos cálculos do time de estrategistas conduzido por Cinthya M Mizuguchi, o lucro líquido da América Latina deve crescer cerca de 35%, com avanço de 18% da receita e aumento de 23% do lucro antes de juros, impostos, apreciação de depreciação (Ebitda), também em ritmo de dois dígitos.

No entanto, o JP avalia que os resultados tendem a ser dispersos: Colômbia é o grande destaque em crescimento, já Brasil e México devem apresentar desempenho sólido, porém menos expressivo.

Já o Chile se destaca negativamente na linha operacional, com Ebitda em queda na comparação anual, e o Peru apresenta um cenário mais misto.

Segundo o banco, o cenário macroeconômico deve contribuir para a dispersão, uma vez que a depreciação das moedas locais frente ao dólar tende, em geral, a favorecer exportadores e empresas com receitas ligadas à moeda. Já os setores ligados a importações e sensíveis ao consumo devem ser pressionados.

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“Além disso, o comportamento das commodities é misto: o petróleo caiu fortemente na comparação trimestral, o cobre subiu, enquanto minério de ferro e celulose recuaram, e o aço permaneceu praticamente estável, criando forças opostas dentro dos setores de energia e materiais”, afirma o banco.

Desempenho por setor

Para o banco, ao considerar o cenário macroeconômico, o quadro não sugere uma temporada em que todos os setores ganham. “Os resultados devem permanecer resilientes onde o crescimento se sustenta e o poder de precificação é preservado, mas pressionados onde a demanda é discricionária ou onde custos e câmbio representam obstáculos”, afirma.

Consequentemente, o JP Morgan considera que essa deve ser uma temporada favorável à seleção de ações (stock picking), e não a uma aposta ampla em setores.

Na avaliação do banco, os destaques positivos estão concentrados em distribuição de combustíveis, setor imobiliário — impulsionado pelo Minha Casa, Minha Vida —, saúde, siderurgia e locação de veículos.

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Por outro lado, os principais pontos negativos devem ser empresas de consumo sensíveis aos juros, companhias aéreas, educação, minério de ferro e parte dos setores financeiro e de meios de pagamento, onde o crescimento desacelera e as preocupações com crédito permanecem.

Confira abaixo as expectativas do JP Morgan para o resultado do 2T26 das empresas brasileiras:

AçãoTickerExpectativa para o 2T26
HyperaHYPE3Positiva
RD SaúdeRADL3Positiva
Smart FitSMFT3Positiva
WEGWEGE3Neutra
EmbraerEMBJ3Neutra
Santander BrasilSANB11Negativa
Banco do BrasilBBAS3Negativa
Itaú UnibancoITUB4Neutra
BradescoBBDC4Neutra
XP Inc.XPBR11Neutra
BTG PactualBPAC11Neutra
B3B3SA3Neutra
PRIOPRIO3Positiva
PetrobrasPETR4Positiva
Vibra EnergiaVBBR3Positiva
UltraparUGPA3Positiva
KlabinKLBN11Neutra
SuzanoSUZB3Neutra
UsiminasUSIM5Positiva
GerdauGGBR4Positiva
CSNCSNA3Positiva
CSN MineraçãoCMIN3Negativa
ValeVALE3Negativa
TotvsTOTS3Positiva
Mercado LivreMELINeutra
InterINTRNeutra
VTEXVTEXNeutra
LWSALWSA3Neutra
SabespSBSP3Positiva
CopasaCSMG3Positiva
CemigCMIG4Negativa
EquatorialEQTL3Negativa
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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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