Oncoclínicas (ONCO3) cai mais de 10% após CVM afastar obrigatoriedade de OPA da Centaurus
As ações da Oncoclínicas (ONCO3) caíam 10,57%, cotadas a R$ 1,10, na tarde desta quarta-feira (1), após a companhia informar que a área técnica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) concluiu que o fundo Josephina III, veículo da gestora Centaurus, não é obrigado a realizar uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) da companhia.
A decisão diz respeito à reorganização societária realizada pela Oncoclínicas em novembro de 2024, que levou o fundo a deter diretamente 31,83% do capital da empresa e gerou questionamentos de acionistas minoritários sobre o acionamento da cláusula de poison pill. O entendimento da área técnica ainda pode ser alvo de recurso.
Os minoritários defendiam que a Centaurus deveria realizar uma OPA após passar a deter diretamente essa participação, já que o estatuto da companhia prevê a oferta quando um investidor adquire 15% ou mais do capital.
No entanto, a Superintendência de Registro de Valores Mobiliários entendeu que a reorganização societária se enquadra na exceção prevista no estatuto. Segundo a área técnica, a Centaurus já detinha, de forma indireta, participação superior a 15% na Oncoclínicas desde 2018, antes do IPO realizado em 2021.
Assim, a CVM concluiu que a operação representou apenas uma reorganização da participação já existente, sem caracterizar uma nova aquisição capaz de acionar o mecanismo de poison pill.