Os dois motivos que fazem São Martinho (SMTO3), Jalles (JALL3) e Raízen (RAIZ4) dispararem nesta quinta (20)
As ações da São Martinho (SMTO3), Jalles (JALL3) e Raízen (RAIZ4) disparam na manhã desta quinta (20). Por volta de 12h17, as ações subiam 6,32%, 8,11% e 4,55%, respectivamente.
Entre os motivos que ajudam a explicar esse movimento, está: a alta nos preços do açúcar e o sinal verde da Índia para importações.
O contrato do açúcar com vencimento para outubro de 2026 na ICE atingiram US$ 0,1785, maior patamar em 16 meses, desde abril de 2025.
Depois de meses pressionados, os contratos futuros da commodity engataram uma forte recuperação nas últimas semanas, com o açúcar bruto negociado em Nova York saindo da região dos 15 centavos de dólar por libra-peso.
Além disso, a Índia autorizou a importação de até 1 milhão de toneladas de açúcar bruto com isenção de tarifas, confirmando os rumores que ganharam força no mercado nos últimos dias. Segundo notificação do Ministério do Comércio e Indústria do país, publicada nesta quinta-feira (20), as compras poderão ser realizadas por meio de uma cota tarifária (TRQ) até 31 de outubro de 2026.
A decisão ganha relevância para o mercado global porque a Índia, um dos maiores produtores e consumidores de açúcar do mundo, vinha há anos sem recorrer a importações relevantes. Fora a cota de 1 milhão de toneladas, o governo permitiu, sob determinadas condições, a conversão de autorizações já emitidas para o novo regime.
Conab eleva previsão para etanol e reduz cana
E mais cedo, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou a previsão de produção de etanol do Brasil no ciclo em 2026/27 para 41,88 bilhões de litros, com expectativa de um crescimento na fabricação do biocombustível de milho e de cana-de-açúcar, enquanto a agência estatal reduziu mais estimativa para o açúcar.
O novo número da Conab representa um aumento de mais de 1 bilhão de litros no comparativo com a projeção divulgada ao final de abril, que já estava em patamar recorde, com o etanol de cana contribuindo com cerca de 700 milhões de litros, enquanto o de milho registrando um avanço adicional de quase 500 milhões de litros. Na comparação com o ciclo passado, o crescimento esperado é de 11,7%.
Para a safra de cana, a Conab reduziu sua projeção em 2026/27 para 705,2 milhões de toneladas, ante 709,1 milhões de toneladas projetadas anteriormente.
Ainda assim, isso representará um aumento de 4,7% da produção nacional de cana frente à safra anterior, refletindo tanto um aumento na área colhida, quanto a melhora da produtividade média nacional.