Ouro tem leve alta com declarações divergentes sobre negociações de paz no Oriente Médio
O ouro fechou a sessão desta terça-feira (2) em alta, revertendo as perdas da véspera, em meio a relatos divergentes sobre o avanço das negociações de paz no Oriente Médio e continuidade dos ataques entre Israel e Líbano.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou com avanço de 0,30%, a US$ 4.519,90 por onça-troy.
Já a prata para julho subiu 0,40%, a US$ 75,556 por onça-troy.
O que movimentou o ouro?
O cenário geopolítico continou a nortear o mercado de metais preciosos em meio a declarações controversas entre Washington e Teerã.
Hoje, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que as notícias de que o Irã cortou a comunicação com a Casa Branca são “falsas” e “equivocadas”.
O secretário do Estado norte-americano Marco Rubio também afirmou que um acordo com o Irã “pode acontecer hoje, amanhã ou na próxima semana” a senadores durante audiência na Comissão de Relações Exteriores sobre a roposta orçamentária anual do Departamento de Estado.
Na mesma linha, a agência de notícias iraniana Mehr relatou que o governo do país continua analisando a versão final do memorando de entendimento.
Já a Fars, também agência iraniana, reportou que não há troca de mensagens entre os dois países.
Israel e o Líbano, por sua vez, voltaram à mesa de negociações, apesar de relatos de que o Hezbollah não vai aceitar um cessar-fogo parcial.
Além disso, um relatório do Banco Central Europeu (BCE) apontou que a participação do ouro nas reservas cambiais de bancos centrais aumentou para 27% em 2025, ultrapassando os títulos do Tesouro norte-americanos, os Treasuries, que tinham 22% de participação.
Segundo o documento, a mudança reflete a valorização dos preços do ouro, “o que aumenta mecanicamente a participação do ouro nas reservas cambiais oficiais totais”.
O TD Securities menteve a perspectiva de queda do ouro para a faixa de US$ 4.000 a US$ 4.200 caso o petróleo retome o patamar de US$ 100.
*Com informações de Reuters e Estadão Conteúdo