Ouro

Ouro avança com Treasuries e dívida pública dos EUA no radar

20 ago 2026, 15:25 - atualizado em 20 ago 2026, 15:28
ouro - mercados
(Imagem: Inok/iStock)

O ouro avançou nesta quinta-feira (20) em uma sessão marcada pelos desdobramentos da recompra de títulos pelo Tesouro norte-americano.

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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para dezembro encerrou em alta de 0,57%, a US$ 4.571,4 por onça-troy. Já a prata para setembro avançou 3,46%, a US$ 68,105 por onça-troy.

O que impulsionou o ouro hoje?

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que a decisão de quarta-feira (19) de aumentar a recompra dos títulos de longo prazo, os Treasuries, não “tem nada a ver” com juros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

“Os EUA são estáveis, o dólar é estável. Única fonte de inflação nos EUA é energia, que será temporária”, acrescentou, alegando suposta queda nas expectativas inflacionárias no país. “Rendimentos dos Treasuries não estão representando fundamentos subjacentes do mercado”, acrescentou.

Bessent disse que o governo terá um foco maior em consolidação fiscal e enfatizou que recompra de títulos não será inflacionária. O secretário do Tesouro deixou sobre a mesa ainda a possibilidade de um novo aumento no volume de títulos do Tesouro que o governo irá recomprar.

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Ontem, o Tesouro informou que a dívida pública dos EUA atingiu os US$ 40,05 trilhões, a primeira vez que ela supera os US$ 40 trilhões.

Segundo o Swissquote, o metal dourado tem potencial para ampliar seus ganhos caso o sentimento global de risco se deteriore e incentive fluxos de capital para ativos considerados portos seguros. “Manter exposição ao ouro também proporciona à carteira uma proteção contra a inflação, a dívida pública em disparada e riscos geopolíticos”, aponta.

O Sucden Financial avalia que o movimento parece construtivo, mas, após uma alta diária tão acentuada ontem, o ouro agora precisa se manter acima de US$ 4.450 a onça para confirmar que se trata de algo além de uma recuperação impulsionada pelo fechamento de posições vendidas.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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