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Kepler Weber (KEPL3) atinge mínimas desde janeiro de 2022; o que dizem os analistas?

20 ago 2026, 13:11
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(Imagem: Facebook/ Kepler Weber)

As ações da Kepler Weber (KEPL3) negocia em torno de R$ 5,78 a R$ 5,80 por volta de 12h28 desta quinta-feira (20). A cotação representa os menores patamares para a ação desde janeiro de 2022.

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Ontem (19), a Trígono Capital, que tinha 15,3% das ações da Kepler, reduziu sua posição na companhia.

Na semana passada, a empresa reportou um lucro líquido de R$ 6,3 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), queda de 56,1% em relação aos R$ 14,4 milhões registrados no mesmo período do ano anterior.



KEPL3: o que a XP disse sobre o 2T26?

Na avaliação da XP Investimentos, o resultado da Kepler Weber no segundo trimestre refletiu um ambiente ainda desafiador para a cadeia do agronegócio brasileiro, marcado pela rentabilidade pressionada dos produtores rurais, condições restritivas de financiamento e menor disposição para novos investimentos.

A casa reiterou recomendação neutra para KEPL3, com preço-alvo de R$ 7.

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O Ebitda (métrica do mercado para avaliar a geração de caixa de uma empresa) somou R$ 26 milhões, queda de 32% na comparação anual, enquanto a receita líquida recuou 4%, para R$ 299 milhões.

A margem Ebitda caiu 3,5 pontos percentuais, para 8,7%, permanecendo distante dos níveis superiores a 20% observados durante o ciclo de alta do agronegócio.

Segundo os analistas, a menor alavancagem operacional, um mix menos favorável e a pressão sobre preços em um ambiente mais competitivo pesaram sobre a rentabilidade.

O segmento de Fazendas foi novamente o principal ponto fraco, com queda de 13% na receita na comparação anual, diante do menor volume de projetos e do crédito rural mais restrito. Em contrapartida, Agronegócios avançou 18% e Reposição & Serviços cresceu 5%.

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A carteira de pedidos também mantém a XP cautelosa. O backlog aumentou 9% frente ao trimestre anterior, mas caiu 14% em relação a um ano antes. Apesar de a melhora sequencial acompanhar a sazonalidade, a queda anual reforça as preocupações da casa com a demanda no segundo semestre de 2026.

Para a XP, as iniciativas de diversificação e a disciplina de custos ajudam a amortecer esse cenário, mas não são suficientes para compensar integralmente a demanda mais fraca. A corretora vê um ciclo de baixa do agronegócio mais longo e profundo, com visibilidade limitada para uma recuperação mais significativa enquanto as condições macroeconômicas e de financiamento não melhorarem.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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