Ouro fecha em queda e recua quase 1% na semana com Oriente Médio em foco
O ouro fechou a sessão desta sexta-feira (22) em queda em meio a incertezas sobre negociações entre os Estados Unidos e o Irã, ainda sem definições concretas.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou com queda de 0,42%, a US$ 4.523,20 por onça-troy. Na semana, o recuo foi 0,85%.
Já a prata para julho caiu 0,70%, a US$ 76,199 por onça-troy. Na semana, a queda foi de 1,73%.
O que movimentou o ouro?
Os investidores continuaram a acompanhar relatos de avanços nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã.
Uma fonte ouvida pelo Wall Street Journal afirmou que as versões sobre o acordo que circulam pela imprensa desde quinta-feira (21) são imprecisas.
Ainda assim, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, confirmou que avanços foram conquistados, mas alertou que um acordo entre os dois países ainda não é certo.
Nesta sexta-feira (22), o Paquistão enviou o seu comandante para Teerã, segundo o Al Hadath. A notícia é interpretada como um bom sinal, já que a expectativa era que o paquistanês apenas viajasse quando uma versão final do acordo fosse finalizada.
Para o Sucden Financial, as manchetes sobre o possível fim do conflito fornecem um piso às baixas do ouro, mas os rendimentos elevados limitam as altas. “O resultado é uma sessão contida e lateralizada, onde as quedas atraem interesse, mas as altas têm dificuldade em se estender à medida que o dólar se fortalece”, afirmou em nota.
Já na avaliação do TD Securities, as preocupações inflacionárias, juros mais altos e dólar forte estão pressionando os metais preciosos. Para a consultoria, o ouro pode ter uma forte queda nos próximos dias, atingindo o patamar de US$ 4.350 por onça-troy.
No cenário macro, Kevin Warsh assumiu como novo presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), reconhecendo os desafios sobre o controle do duplo mandato de inflação e emprego do órgão.
Mais cedo, o diretor do BC norte-americano Christopher Waller afirmou ser “uma loucura” falar em corte nos juros em um futuro próximo, em meio a uma queda abaixo do esperado no sentimento do consumidor e alta nas expectativas de inflação.