Ouro

Ouro tem leve alta com alívio nas tensões geopolíticas e reunião do Fed no radar

27 jul 2026, 15:51 - atualizado em 27 jul 2026, 16:01
ouro
(Imagem: Freepik/Wirestock)

O ouro encerrou em leve alta nesta segunda-feira (27) com alívio nas tensões geopolíticas e a retomada do apetite a risco dos investidores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato mais líquido do ouro, para agosto, terminou a sessão com alta de 0,15%, a US$ 4.077,00 por onça-troy.



Já a prata para setembro caiu 0,33%, a US$ 58,712 por onça-troy.

O que mexeu com o ouro hoje?

Os Estados Unidos e o Irã deram uma trégua nos ataques no Oriente Médio neste fim de semana após 13 dias de combates consecutivos.

A breve pausa deu alívio nos preços de petróleo, que voltaram a operar abaixo de US$ 90 por barril, além de conter o impulso do dólar e dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) – oferecendo espaço para a valorização do ouro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã solicitou uma reunião por meio de intermediários e que Washington está tendo “boas conversas” com o país persa. “Vamos ver o que acontece”, disse. “Irã quer se reunir e nós vamos nos reunir. Há uma chance de chegarmos a um acordo”, acrescentou.

A política monetária dos EUA também ficou no radar. Na próxima quarta-feira (29), o Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) divulga uma nova decisão de política monetária. O mercado espera uma nova manutenção nos juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.

De acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group, os traders veem 62,1% de chance de juros inalterados pelo Fed, nesta tarde. Já para a decisão de setembro, a aposta majoritária segue de ajuste para cima (82,1%).

Segundo Francesco Pesole, analista do ING, a desescalada das tensões no Oriente Médio deve manter a pressão sobre o Fomc na quarta-feira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A ausência de uma desescalada nas próximas 48 horas também deve manter a pressão sobre o Federal Reserve para adotar um tom mais duro (hawkish)”, avalia o analista em nota enviada a clientes nesta manhã.

Pesole também afirma que a a aversão do presidente do Fed, Kevin Warsh. ao forward guidance aumenta a percepção dos mercados de risco de surpresas no dia da reunião.

Sobre o tema, Trump reiterou hoje que Warsh é “ótimo” e que ele fará a “coisa certa”, embora haja um conselho para votar também.

*Com informações de Estadão Conteúdo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar