Ouro tem leve alta e mantém o nível de R$ 4,5 mil por onça-troy com foco no conflito no Oriente Médio
O ouro fechou em alta na sessão desta terça-feira (5) permanecendo na faixa de US$ 4.500, enquanto investidores seguem atentos ao desenrolar do conflito no Oriente Médio – que segue sem perspectiva para um acordo entre EUA e Irã, mas com o pacto de cessar-fogo sendo sustentado.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em alta de 0,77%, a US$ 4.568,50 por onça-troy.
Já a prata para julho fechou com ganhos de 0,1%, a US$ 73,581.
O que movimentou o dólar hoje?
Mais uma vez, as atenções ficaram concentradas nos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, na expectativa de algum avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
O presidente norte-americano, Donald Trump, e outros representantes do país minimizaram avanço das tensões com o Irã, reforçando a continuidade do cessar-fogo apesar dos ataques iranianos desta segunda-feira (4).
Já hoje, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que os EUA violaram o cessar-fogo com Teerã.
Para o MUFG, a alta do ouro reflete um movimento de compra na baixa, enquanto o TD Securities avalia os metais preciosos como “resilientes”, apesar das altas contínuas do mercado de energia impulsionarem os juros e manterem o dólar forte.
Com isso, em um cenário de maiores riscos inflacionários, os custos de oportunidade para manter o ouro sobem, segundo o Commerzbank.
Apesar de, a curto prazo, o cenário não ser bom para o ouro, segundo o Forex.com, o Swissquote afirma que o ouro permanece “bem sustentado” em meio ao cenário geopolítico, com os bancos centrais continuando a acumular o metal.