Ouro

Ouro fecha perto da estabilidade com tensões no Oriente Médio

08 jun 2026, 15:37 - atualizado em 08 jun 2026, 15:37
Aura minerals Negociação de ouro, barras de ouro com estoque gráfico (Crédito da imagem: e-crow/istockphoto) ID da foto: 2219056031
(Crédito da imagem: e-crow/istockphoto)

O ouro fechou o pregão desta segunda-feira (8) próximo da estabilidade, em sessão volátil diante do cenário geopolítico, com Irã e Israel suspendendo bombardeios após a nova troca de ataques na madrugada, que voltou a impulsionar os preços do petróleo e alimentar preocupações com a inflação.

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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em leve queda de 0,04%, a US$ 4.363,40 por onça-troy.



A prata para julho recuou 0,75%, a US$ 68,585 por onça-troy.

O que mexeu com o ouro?

O ouro chegou a cair abaixo de US$ 4.300 nas primeiras horas do dia, atingindo o valor mais baixo desde dezembro de 2025, mas sustentou as perdas.

Apesar da interrupção nas agressões entre Irã e Israel nas últimas horas, o TD Securities afirma que a situação permanece “tensa”, já que um acordo de paz abrangente, que consiga restabelecer o fluxo do petróleo, continua um objetivo “difícil” de alcançar.

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Assim, a consultoria continua a observar potencial de alta nos mercados de energia, enquanto os metais preciosos permanecem “vulneráveis às preocupações com a inflação e as crescentes probabilidades de um aumento da taxa de juros” pelo Federal Reserve (Fed).

Agora, os mercados aguardam pela divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), prevista para quarta-feira (10).

Na mesma linha, o MUFG aponta que as interrupções constantes no Estreito de Ormuz, impactando o fluxo de energia, continuam a “sustentar os preços do petróleo e a alimentar os temores de inflação”. Juntamente com dados econômicos mais fortes dos Estados Unidos, o ambiente reforça as expectativas de juros elevados por mais tempo, apontam os analistas.

Para o Citi Research, contudo, o metal dourado pode sofrer um impacto ainda maior com a diminuição na demanda caso o estreito permaneça fechado até o fim do verão no hemisfério norte, no mês de setembro.

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O cenário, segundo o banco, poderia levar os preços do ouro a caírem para os níveis de 10 meses atrás, em US$ 3.500 por onça-troy.

*Com informações de Dow Jones Newswires

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Estadão Conteúdo é uma agência de notícias que pertence ao grupo O Estado de S. Paulo e fornece notícias, análises, colunas e cotações, entre outros conteúdos, para veículos de imprensa de todo o Brasil.
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