Transportes

Passagem aérea sobe quatro vezes mais que a de ônibus em 2026; entenda a alta de preços

15 jul 2026, 16:21
Passagens aéreas sobem mais que as de ônibus no semestre (Marcelo Camargo e Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

No primeiro semestre de 2026, a escolha entre viajar de avião ou de ônibus pelo Brasil foi definida pelo orçamento doméstico. As passagens aéreas acumularam uma alta de 23,1% de janeiro a junho deste ano, enquanto as de ônibus subiram 6,3% no mesmo período, uma diferença de quase quatro vezes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os dados são do Índice do Rodoviário ClickBus, calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e a partir dos números oficiais de inflação de passagens aéreas medidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O cenário mostra como a disparada nos preços dos aeroportos força o consumidor a buscar as rodoviárias como alternativa de transporte.

A distância de preço entre as duas opções supera no período de 12 meses, entre junho de 2025 e junho de 2026 é ainda maior. Nesse intervalo, a passagem de avião subiu 52,4%, enquanto o transporte de ônibus registrou alta de 7%.

No histórico de longo prazo, calculado pela Fipe desde o início da série do índice rodoviário, em dezembro de 2017, as passagens de ônibus acumulam uma alta de 59,8% no total. No mesmo período, os bilhetes de avião subiram 80,9%, com o pico de alta no período mais recente.

Guerra no Irã e o preço do combustível de aviação

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O principal fator para a alta nos preço dos voos concentrada no primeiro semestre foi o querosene de aviação, que responde por cerca de um terço dos custos de uma companhia aérea. Com a escalada do conflito no Irã e o bloqueio no Estreito de Ormuz, o barril de petróleo encareceu no mercado global, impactando diretamente as tarifas nacionais, que registraram picos de até 15% de aumento logo após o início do conflito.

As empresas de ônibus lidaram com uma alta de 8,5% no preço do diesel no semestre. No entanto, o setor rodoviário conseguiu absorver a maior parte desse impacto operacional e evitou repassar o custo total para as passagens vendidas nos guichês e plataformas digitais.

Viagens de longa distância de ônibus registram queda

O levantamento aponta que o transporte rodoviário passou a competir diretamente com a aviação em trajetos superiores a 400 quilômetros, que são as rotas mais longas. As passagens de ônibus para esses destinos apresentaram uma queda de 5,8% de preço no semestre, tornando-se alternativas mais baratas para quem não quer pagar os valores cobrados pelas companhias aéreas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por outro lado, as viagens curtas de ônibus, de até 100 quilômetros, tiveram a maior alta do setor rodoviário, de 10,1% no semestre, por causa da demanda de deslocamentos diários e regionais.

Na divisão por regiões do país, o Centro-Oeste registrou a maior alta nas passagens de ônibus no semestre, com avanço de 10,2%, seguido pelo Sudeste, com alta de 8,2%; Nordeste, com 4,4%; Norte com 3,9% e, por último, a região Sul, que registrou o menor reajuste do período, de 1,9%.

Como funciona a metodologia da comparação

Para chegar a esses resultados, a Fipe acompanha mensalmente os valores reais cobrados de acordo com o tipo de poltrona, como comum, executivo, leito e cama, além da distância rodada, se a viagem ocorre dentro do estado ou entre estados diferentes, e a região do País.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o setor aéreo, a base de comparação é o preço das passagens de avião monitorado pelo IBGE para o cálculo da inflação oficial do país. O cruzamento dessas duas fontes serve para detalhar as oscilações de tarifas e como isso mexe com o bolso de quem precisa viajar.

*Sob supervisão de Gustavo Porto

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Maiara Baloni é estudante de jornalismo no IESB. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
Maiara Baloni é estudante de jornalismo no IESB. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar