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Wall Street avança após mercado adiar aposta de alta nos juros pelo Fed; Oriente Médio fica no radar

15 jul 2026, 17:03 - atualizado em 15 jul 2026, 17:22
Wall Street; mercado de ações dos EUA; Nasdaq; NYSE ((Imagem: REUTERS/Andrew Kelly)_
(Imagem: REUTERS/Andrew Kelly)

Os índices de Wall Street enfrentaram um pregão volátil nesta quarta-feira (15) com os investidores dividindo as atenções entre novos dados de inflação e desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,29%, aos 52.658,52 pontos;
  • S&P 500: +0,38%, aos 7.572,40 pontos;
  • Nasdaq: +0,62%, aos 26.269,227 pontos.

Alta de juros só em outubro

O mercado adiou as apostas de alta nos juros pelo Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) após novos dados de inflação abaixo do esperado.

Os preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) caiu 0,3% no mês passado, após alta de 0,6% em maio em dado revisado para baixo, segundo o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos Estados Unidos. Os economistas consultados pela Reuters esperavam estabilidade na comparação mensal.

Nos 12 meses até junho, os preços ao produtor subiram 5,5%, após alta de 6,0% em maio.

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O dado acompanhou o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) divulgado ontem. O CPI registrou deflação de 0,4% em junho, a maior queda mensal dese abril de 2020 e abaixo das expectativas do mercado.

Embora o dado não seja a referência inflacionária para o Fed, o CPI e o PPI são usados pelo mercado para calibrar as apostas sobre a trajetória dos juros. Agora, os investidores esperam o índice de despesas de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), principal referência para o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) e que deve ser divulgado no próximo dia 30.

Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava para 89,8% de chance de o Fed manter os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano na decisão prevista para o fim deste mês, no dia 29. Antes do PPI, a probabilidade de manutenção de 84%.

Para a reunião seguinte, em setembro, o mercado ajustou a aposta majoritária também para manutenção, com probabilidade de 51,9% de juros inalterados. Antes do PPI, os traders viam 52,1% de chance de alta nos juros pelo Fed.

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Agora, outubro é o mês mais provável para uma nova alta nos juros, com probabilidade de 57,3%, segundo a ferramenta do CME.

Warsh no Senado

Depois de audiência na Câmara dos Representantes ontem, o presidente do Fed, Kevin Warsh, discursou no Senado.

Warsh afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, não lhe pediu para fazer nada impróprio e que, caso Trump o fizesse, ele não atenderia ao pedido.

O mercado corporativo norte-americano também deu o pontapé na temporada de balanços do segundo trimestre de 2026 com os resultados dos bancos.

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A declaração de Warsh veio em resposta a uma série de perguntas feitas por senadores sobre se ele havia conversado com Trump — que o nomeou — desde que Warsh tomou posse, há quase dois meses. Ele se recusou a dizer diretamente se havia conversado com Trump, mas afirmou que não considerava apropriado divulgar o conteúdo de suas comunicações com autoridades do governo.

Tensão entre EUA e Irã

No final da tarde, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que não gosta de estabelecer prazos, quando questionado por repórteres se o Irã teria um prazo antes que os EUA começassem a atacar pontes iranianas.

“Não gosto de estabelecer deadlines, mas eles já sabem muito bem, conhecem a história… é melhor que se comportem”, disse Trump.

Na noite de ontem (14), o republicano declarou que ampliará ataques contra o Irã nos próximos dias, em entrevista à Fox News. “Na semana que vem, a situação ficará muito pior para eles, porque vamos avançar para infraestrutura de eletricidade, pontes, a não ser que negociem conosco. Eles não tem escolha a não ser fazer um acordo”, disse Trump.

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De acordo com uma reportagem do Wall Street Journal, Trump está inclinado a expandir as operações militares dos EUA no Irã. O chefe da Casa Branca realizou uma reunião na Situation Room na noite desta terça-feira.

Entre as opções discutidas, segundo o jornal, estão a apreensão da Ilha Kharg e outros territórios na região do Estreito de Ormuz, além de bombardeio da Montanha Pickaxe – local ligado a um programa nuclear iraniano que os EUA ainda não alvejaram.

Do outro lado, o principal negociador do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, disse que, caso o Irã não se beneficie do memorando de entendimento com os EUA, “não temos motivo para respeitar tal acordo”.

A segurança nacional do Irã depende da manutenção dos “arranjos iranianos” no Estreito de Ormuz, acrescentou Qalibaf em uma declaração publicada no Telegram nesta quarta-feira.

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Segundo ele, a abordagem do Irã em relação à guerra com os EUA e às negociações para pôr fim ao conflito deve se basear nos interesses nacionais, na segurança nacional e em uma perspectiva de longo prazo, acrescentando que Teerã não tem outra escolha a não ser contar com suas próprias forças.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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