Juros

Mercado joga alta dos juros dos EUA para outubro após dados fracos

15 jul 2026, 15:59
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(Foto: iStock - KonaRa)

Os operadores de mercado reduziram as expectativas para alta nas taxas de juros dos EUA e passaram a projetá-la apenas para outubro, ante a expectativa de ajustes já na reunião de setembro.

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De acordo com a ferramenta CME FedWatch, 51,9% das apostas apontavam para a manutenção no atual patamar de 3,50% a 3,75% ao ano, ante os 41,9%.

Já para outubro, a expectativa de alta também reduziu, mas ainda é a maior probabilidade sendo 57,3% das apostas divididas entre altas de até 1 ponto percentual.

Para a reunião de 29 de julho, a expectativa de que fique tudo igual também ficou mais forte passando de 84% para 89,8%.

O que pesou para as mudanças nas projeções foram os últimos dados da economia americana. Nesta terça-feira (14), a economia norte-americana registrou deflação, o que trouxe maior otimismo aos mercados.

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Nesta quarta-feira (15), o tom mais positivo se repetiu com o Índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) que também apresentou uma queda maior do que esperado. O índice caiu 0,3% no mês passado, após alta de 0,6% em maio em dado revisado para baixo

Além dos indicadores de inflação, os investidores também repercutiram o Livro Bege divulgado pelo Federal Reserve. O documento mostrou uma economia ainda resiliente, com crescimento leve a moderado da atividade, mercado de trabalho relativamente estável e inflação avançando de forma moderada.

A combinação de desaceleração recente dos índices de preços com a ausência de sinais de superaquecimento na economia ajudou a reforçar as apostas de manutenção dos juros nas próximas reuniões.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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