Petrobras (PETR4), Ambev (ABEV3) e mais: 10 ações para ter na carteira de julho, segundo BTG Pactual
O BTG Pactual realizou alguns ajustes na carteira recomendada de ações para o mês de julho. Tendo em vista uma perda de espaço dos ativos brasileiros perante os investidores estrangeiros, os analistas optaram por uma redução marginal do risco no portfólio.
Neste sentido, o banco reduziu a exposição a ações de fluxo de caixa de maior duration ao retirar Localiza (RENT3) e Equatorial (EQTL3) da carteira, mantendo 20% do portfólio em serviços básicos, com Eneva (ENEV3) e Axia Energia (AXIA3), e outros 10% em Motiva (MOTV3), que é negociada a uma TIR (taxa interna de retorno) real de 13%.
O BTG adicionou à carteira as ações da fabricante de bebidas Ambev (ABEV3), após um longo período.
“A Ambev adiciona uma posição defensiva à nossa carteira com uma combinação de balanço patrimonial sólido, negócio resiliente, forte geração de caixa e dividend yield atrativo (7,5%). Com um portfólio único de marcas difícil de ser igualado pela concorrência, a Ambev está agora muito bem posicionada para recuperar participação de mercado”, dizem os analistas.
A operadora de shoppings Allos (ALOS3) retorna à carteira de ações do BTG, com participação de 5%. Os analistas destacam o modelo de negócio previsível da companhia, que oferece proteção contra a inflação e negocia a um dividend yield (rendimento de dividendo) de 13% e uma TIR real de 13%.
Ainda no setor imobiliário, o BTG elevou a exposição a construtoras de baixa renda ao aumentar o peso da Cury (CURY3) de 5% para 10%.
Os analistas optaram por manter a Petrobras (PETR4) na seleção por mais um mês, como hedge em caso de deterioração nas condições geopolíticas no Oriente Médio.
“Além disso, mesmo com o petróleo a US$ 70, o dividend yield de 2026 pode atingir cerca de 11% e os resultados trimestrais devem ser fortes”, diz o BTG.
A Embraer (EMBJ3), Itaú (ITUB4) e a Totvs (TOTS3) completam a seleção para o mês de julho.
Em junho, o desempenho da carteira mensal do BTG foi positivo em 1,8%, superando o recuo de 1% do Ibovespa (IBOV) no período.
Cenário
O BTG Pactual destaca a perda de espaço das ações do Brasil para o estrangeiro.
“Com a inflação acima da meta, o Banco Central do Brasil tem pouco espaço para cortar os juros. E com os juros de curto prazo prestes a subir nos EUA, isso limita ainda mais a sua capacidade de reduzir as taxas de juros locais”, dizem os analistas.
Ao mesmo tempo, o aumento dos gastos do governo às vésperas das eleições presidenciais de outubro está pressionando as taxas reais de longo prazo, que encerraram junho em 7,9%.
“Embora as ações brasileiras pareçam baratas, um cenário mais incerto pela frente e a ausência de claros catalisadores de curto prazo nos levaram a tornar a carteira 10SIM um pouco mais defensiva”, conclui o BTG.
As ações para ter em julho
| Empresa | Código | Peso (%) | Potencial de Alta (%) |
| Petrobras | PETR4 | 10% | 55% |
| Itaú Unibanco | ITUB4 | 15% | 23% |
| Ambev | ABEV3 | 10% | 23% |
| Axia | AXIA3 | 10% | 24% |
| Embraer | EMBJ3 | 10% | 52% |
| Eneva | ENEV3 | 10% | 16% |
| Motiva | MOTV3 | 10% | 37% |
| Totvs | TOTS3 | 10% | 92% |
| Allos | ALOS3 | 5% | 39% |
| Cury | CURY3 | 10% | 25% |