Petrobras (PETR4): BofA eleva ação para compra e sobe preço-alvo para R$ 65; veja motivos
O Bank of America (BofA) elevou a recomendação das ações da Petrobras (PETR4) de neutra para compra. O banco também elevou o preço-alvo de R$ 49 para R$ 65, o que representa um potencial de valorização de 33,7% sobre o preço de fechamento de 16 de abril.
De acordo com os analistas, a revisão considera preços mais elevados do barril do petróleo. O BofA vê o Brent a US$ 93 o barril em 2026, US$ 78 o barril em 2027 e um novo preço de longo prazo de US$ 75 por barril.
A equipe ainda avalia as eleições presidenciais deste ano como um gatilho para as ações.
Petróleo e eleições
Com a incorporação do cenário mais recente de preços de petróleo ao modelo, o BofA estima que o rendimento de FCFE (fluxo de caixa livre do acionista) da Petrobras alcance 18% e 16% em 2026 e 2027, respectivamente, bem acima dos pares da companhia.
“Além disso, a recuperação dos preços do petróleo é fundamental para aliviar preocupações sobre maior alavancagem decorrente de um descasamento entre o fluxo de caixa livre (FCF) e os dividendos (em um cenário de preços do petróleo a US$ 68 por barril ou abaixo)”, ponderam os analistas.
O banco estima que a produção de óleo e gás da Petrobras crescerá a uma taxa composta anual (CAGR) de 5,2% até 2028, superando a maioria dos concorrentes.
A maior parte desse crescimento deve vir de Búzios (com expansão concentrada entre 2026-28) — o campo de pré-sal mais produtivo da companhia — o que implica que os volumes adicionais devem apresentar maior rentabilidade em comparação aos perfis de crescimento dos pares.
Os analistas destacam a eleição presidencial deste ano como um possível catalisador para a ação. Embora permaneçam céticos quanto à probabilidade de privatização, as ações da petrolífera ainda podem se beneficiar de menores despesas administrativas (SG&A), redução do custo de capital e uma possível reprecificação.
Riscos para a Petrobras
Os principais riscos para a tese do banco estão relacionados a possíveis tensões em torno da política de preços de combustíveis e decisões de alocação de capital.
Ainda assim, o Bank of America afirma que a Petrobras fez progressos relevantes tanto na execução operacional quanto na governança corporativa nos últimos anos.
“Em nossa visão, essas melhorias reduzem de forma significativa a probabilidade de repetição de resultados destrutivos de valor associados a episódios passados de interferência política”, dizem os analistas.