Petróleo salta 9% na semana com tensões no Oriente Médio
Os preços do petróleo nesta sexta-feira (4) fecharam sem direção única, com os investidores avaliando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, após a retomada da troca de ataques.
O contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para novembro fechou com alta de 0,80%, a US$ 96,28 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) também para outubro subiu 0,20%, a US$ 91,48 o barril.
Já no acumulado da semana, o WTI saltou 9,7%, enquanto o Brent disparou 9,3%, no maior ganho semanal desde meados de julho, à medida que crescem os temores de uma guerra mais longa no Oriente Médio, com a retomada de ataques na região do Estreito de Ormuz.
O que influenciou o petróleo?
Nesta sexta-feira, os preços do petróleo operaram com volatilidade com os investidores analisando os acontecimentos recentes do conflito no Oriente Médio.
Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse aos repórteres que os Estados Unidos podem atacar a Montanha Pickaxe, no Irã, muito em breve.
A Montanha Pickaxe, localizada perto da instalação de enriquecimento de urânio de Natanz, que sofreu graves danos, é um local fortificado que abriga dois complexos de túneis profundamente enterrados.
Segundo os analistas do ANZ, o mercado de energia está entrando em uma fase delicada de adaptação, pois os estoques elevados ajudaram a absorver a crise inicial de oferta, mas o desafio agora é manter o mercado equilibrado à medida que essas reservas vão diminuindo.
Em meio à guerra, o Tesouro dos EUA implementou sanções contra empresas turcas que têm supostos laços com o regime iraniano, enquanto o preço médio do diesel no país atingiu recorde nesta sexta-feira, a US$ 5,85 por galão.
A alta já pressiona os custos de transporte e começa a chegar aos consumidores por meio de sobretaxas em entregas e preços mais altos de produtos, especialmente alimentos.
*Com informações de Estadão Conteúdo