Petróleo em US$ 100 por barril: ‘É muito difícil voltar aos patamares pré-conflito’, diz analista
Com a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, o petróleo alcançou a marca de US$ 100 por barril. Na visão de Josias Bento, especialista de investimentos e sócio da GT Capital, esse conflito não deve acabar em breve e isso deve impactar os juros pelo mundo.
Em entrevista ao Giro do Mercado, programa do Money Times no YouTube, Bento explicou que de um lado há um Irã que “não dá o braço a torcer”. E, do outro, há um Donald Trump que “vai até o limite em busca do seu objetivo”.
Nesse cenário, o conflito deve perdurar por muito mais tempo do que o mercado imaginava, segundo o analista.
Como consequência, o “petróleo tende a ficar mais alto, nesses patamares de US$ 100 e é muito difícil ele voltar aos patamares pré-conflito [entre US$ 60 e US$ 70] do início do ano”.
Os impactos da alta do petróleo na economia mundial
As bolsas de Wall Street já mostram o impacto da alta, pois operam em queda nesta quarta-feira (9). O Ibovespa também recua.
Além do humor dos investidores, no curto prazo, o analista enxerga que o cenário deve acarretar em uma inflação mais pressionada, assim como uma crise energética também mais pressionada.
Já no médio e longo prazo, “isso acarreta em um juros mundial muito maior para tentar controlar essa inflação”.“Então, esse conflito entre EUA e Irã está prejudicando e vai prejudicar ainda muito mais a economia mundial”.
Assista à entrevista na íntegra:
*Sob supervisão de Renan Sousa