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Petróleo fecha em alta de quase 1% com apostas em fim de acordo entre EUA e Irã

03 maio 2018, 17:30 - atualizado em 03 maio 2018, 17:30

Investing.com – Os preços do petróleo bruto se fecharam em alta depois de Irã afirmar que não renegociaria o acordo nuclear, acusando os EUA de “bullying”, estimulando as expectativas do retorno de novas sanções.

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Em Nova York, o contrato futuro do WTI para entrega em junho subiu US$ 0,50, ou 0,74%, para fechar a US$ 68,43 por barril, enquanto o Brent, em Londres, avançou US$ 0,33, ou 0,45%, e encerrou a sessão cotação a US$ 73,70 o barril.

Os investidores voltaram a reforçar suas apostas de que haverá um corte de oferta do Irã após o ministro das Relações Exteriores do país, Mohammad Javad Zarif, acusar os EUA de “intimidação” e insistir que Donald Trump cumpra o acordo firmado pelo seu antecessor, Barack Obama.

A decisão do país persa de não renegociar o acordo nuclear que é publicamente criticado por Trump aumenta a expectativa de que o presidente norte-americano não renove a suspensão das sanções ao Irã, o que abalaria a capacidade de Teerã de colocar seu petróleo no mercado internacional.

Durante a vigência das sanções, a produção do Irã estava em cerca de 1 milhão de barris/dia a menos do que a atual.

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Analistas internacionais não acreditam que uma renogociação com o país tenha sucesso, pois a posição de Trump e seus conselheiros ‘ultra-hawkish’ superam a abrangência inicial do programa nuclear com o desejo de expandi-lo para impedir testes de mísseis e reduzir a influência no Oriente Médio.

Nos últimos anos, o Irã tem se fortalecido na região com o aumento de influência no Iraque, Síria e Iêmen, além de seus tradicionais aliados no Catar, Hamas, na Faixa de Gaza, e o Hezbollah no sul do Líbano, desagradando os EUA e os rivais regionais Israel e Arábia Saudita.

A interrupção da oferta de petróleo do Irã ampliaria os cortes já adotados pela Opep, que poupou parcialmente o país, que exigia retornar aos seus patamares históricos de extração no período pré-sanções.

O cartel, em parceria com a Rússia e grandes exportadores, reduziu a partir de janeiro de 2017 a oferta global em 1,8 milhão de barris/dia. O acordo expira no final deste ano e, possivelmente, será renovado para 2019.

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Na direção oposta, os EUA seguem expandindo sua produção, que atingiu 10,6 milhões de barris por dia na semana passada, segundo informou ontem a agência de energia do país.

Os estoques de petróleo norte-americanos subiram 6,218 milhões de barris na semana encerrada em 27 de abril, frustrando as expectativas de alta de apenas 739 mil barris.

Por Investing.com

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