Guerra

Petróleo perde força e ameaça perder o nível de US$ 80 após nova ofensiva de Trump contra Irã

14 jul 2026, 12:26 - atualizado em 14 jul 2026, 12:32
(Imagem: iStock/vadimrysev)

Os preços do petróleo perderam fôlego no final da manhã desta terça-feira (14) com novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o controle do Estreito de Ormuz.

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Por volta de 12h20 (horário de Brasília), o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para setembro tinha alta de 1%, a US$ 84,13 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Instantes após a publicação de Trump, o barril bateu a cotação mínima intradia a US$ 82,99.



Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para agosto tinha ganho de 1,02%, a US$ 78,93 o barril, no mesmo horário. Na mínima intradia, o WTI foi negociado a US$ 77,86.

Mais cedo, os contratos futuros do Brent e do WTI chegaram a saltar cerca de 4%, estendendo os ganhos da sessão anterior.

Em publicação na rede social Truth, o chefe da Casa Branca confirmou a implementação do bloqueio marítimo ao Irã pelas Forças Armadas dos EUA hoje. A medida tinha sido anunciada ontem (13). Para os demais países, a via marítima segue “aberta”, segundo o mandatário.

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“O petróleo está fluindo como nunca antes, graças ao poder extraordinário das Forças Armadas dos Estados Unidos. […] Graças a todos os membros das Forças Armadas mais poderosas do mundo, de longe, o Estreito de Ormuz está aberto a todo o tráfego marítimo, exceto para o Irã — e isso se deve à sua liderança mentirosa, violenta e maliciosa, que os está conduzindo ao caminho da DESTRUIÇÃO TOTAL”, disse.

“Teremos um BLOQUEIO TOTAL, mas apenas para navios que chegam e partem de portos iranianos, ou que transportem qualquer coisa relacionada à carga iraniana”, acrescentou o presidente norte-americano.

Trump ainda afirmou que o pedágio de 20%, também anunciado ontem, foi “substituído” por acordos comerciais e compromisso de diversos países do Golfo de investimentos nos EUA.

“Esses investimentos serão MASSIVOS, mas, ao mesmo tempo, extraordinariamente bons para eles e para o seu futuro. Como todos sabem, temos o maior investimento em dólares nos Estados Unidos de qualquer país na história, mas esses novos investimentos tornarão esse número ainda maior, e veremos fábricas, usinas e equipamentos chegando aos Estados Unidos em níveis históricos, o que criará milhões de empregos americanos bem remunerados!”, afirmou Trump.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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