Mercados

Petróleo sobe com renovação das hostilidades entre EUA e Irã

08 maio 2026, 5:44 - atualizado em 08 maio 2026, 5:44
Petróleo oriente médio
(Imagem: iStock/vadimrysev)

Os preços do petróleo sobem nesta sexta-feira (8) após a retomada dos confrontos entre os Estados Unidos e o Irã, ameaçando um cessar-fogo já frágil e reduzindo as esperanças de avanços para a reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito.

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Os contratos futuros do petróleo Brent avançavam 25 centavos, ou 0,25%, para US$ 100,30 por barril 5h42 (horário de Brasília). Após ser negociado em alta, acima de 3%, o petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA caía 34 centavos, ou -0,36%, para US$ 94,47 por barril.

Os ganhos interromperam três dias de queda após relatos nesta semana de que EUA e Irã estavam próximos de chegar a um acordo de paz que encerraria os combates, mas adiaria questões mais amplas relacionadas ao programa nuclear iraniano.

Mesmo assim, na semana, ambos os contratos ainda caminham para uma queda de cerca de 6%.

“O mercado está à beira de um colapso completo”, afirmou Vandana Hari, fundadora da empresa de análise do mercado de petróleo Vanda Insights.

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“A formação de preços já não está mais ancorada em uma leitura pragmática da trajetória da guerra ou nas realidades físicas do Estreito de Ormuz.”



A alta desta sexta-feira ocorreu após o Irã acusar os EUA de violarem o cessar-fogo de um mês, enquanto os Estados Unidos afirmaram que seus ataques foram uma retaliação após o Irã disparar contra navios da Marinha americana que transitavam pelo Estreito de Ormuz nesta quinta-feira.

Os militares iranianos disseram que os EUA atacaram um petroleiro iraniano e outra embarcação, além de áreas civis no estreito e no território continental do país.

Apesar da retomada dos confrontos, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse posteriormente a jornalistas nesta quinta-feira que o cessar-fogo ainda estava em vigor.

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“O governo dos EUA continua exagerando as perspectivas de distensão, e um mercado inclinado ao otimismo acaba comprando essa narrativa”, afirmou Hari, da Vanda Insights.

“Curiosamente, a recuperação dos preços acontece de forma gradual e incompleta a cada vez, tornando essas falsas sinalizações ao menos parcialmente eficazes.”

A troca de ataques ocorreu enquanto Washington aguardava a resposta do Irã à mais recente proposta de paz, que não abordava questões controversas como a exigência americana de reabrir o Estreito de Ormuz, rota por onde passava um quinto do fornecimento mundial de petróleo e GNL antes do início da guerra, em 28 de fevereiro.

“Do lado da oferta, o cenário continua apertado”, escreveu em nota Tony Sycamore, analista da IG.

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Operações suspeitas

A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA (CFTC) está investigando operações no mercado de petróleo que somam US$ 7 bilhões realizadas antes de anúncios importantes de Trump relacionados à guerra com o Irã, informou a Reuters.

Grande parte das operações envolvia posições vendidas — apostas na queda dos preços — realizadas nas bolsas Intercontinental Exchange (ICE) e Chicago Mercantile Exchange (CME) antes de declarações de Trump anunciando adiamentos de ataques, o cessar-fogo ou outras mudanças na política em relação ao Irã que provocaram queda nos mercados de petróleo.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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