Mercados

Petróleo sobe em meio às incertezas sobre a guerra com o Irã e derrota eleitoral de Trump

04 nov 2026, 4:39
(REUTERS/Eli Hartman)

Os preços do petróleo sobem nesta quarta-feira (4), em uma sessão volátil, enquanto os investidores aguardavam os próximos passos de Washington na guerra com o Irã, após os democratas conquistarem o controle do Congresso dos Estados Unidos, até então dominado pelos republicanos do presidente Donald Trump, nas eleições de meio de mandato.

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Os contratos futuros do petróleo Brent avançavam 19 centavos, ou 0,18%, para US$ 103,80 por barril, às 4h30 (horário de Brasília). Os contratos futuros do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI), dos Estados Unidos, subiam 7 centavos, ou 0,07%, para US$ 96,16 por barril, revertendo as perdas registradas anteriormente.

Na sessão anterior, o Brent fechou em seu nível mais baixo em quase quatro semanas, enquanto os operadores avaliavam as negociações para encerrar as guerras na Ucrânia e no Irã.



A apuração dos votos estava em andamento nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, com os democratas conquistando maiorias nas duas Casas do Congresso para o restante do segundo mandato de Trump.

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“Os sinais contraditórios do presidente Trump, com ataques militares continuando ao mesmo tempo em que declarações minimizam uma escalada adicional, dificultaram que os operadores formassem uma convicção clara sobre a direção do mercado”, afirmou Priyanka Sachdeva, chefe de análise de mercado da Phillip Nova.

“Acredito que alguma realização de lucros e a redução de posições compradas especulativas sejam justificadas, especialmente após a forte alta registrada em outubro”, disse Sachdeva.

“No entanto, os riscos subjacentes de interrupção do abastecimento na região do Estreito de Ormuz não desapareceram. Uma redução inesperada dos estoques de petróleo bruto dos Estados Unidos também está oferecendo algum suporte aos fundamentos do mercado”, acrescentou.

Os Estados Unidos realizaram ataques “defensivos” contra a ilha iraniana de Qeshm, tendo como alvo mísseis terra-ar utilizados contra ativos norte-americanos, afirmou uma autoridade dos EUA nesta terça-feira (3). Outra autoridade disse que os ataques pareciam limitados e não indicavam um retorno a grandes operações de combate.

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Os mercados continuavam atentos a qualquer avanço nas negociações para encerrar a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, enquanto o Catar intensificava seus esforços de mediação para evitar uma escalada dos ataques após as eleições norte-americanas.

Uma autoridade iraniana de alto escalão disse à Reuters que o Irã e os Estados Unidos continuam longe de chegar a um acordo para encerrar a guerra.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ontem ao Financial Times que os Estados Unidos não tinham planos imediatos de atacar o Irã.

Enquanto isso, os estoques de petróleo bruto dos Estados Unidos caíram 5,27 milhões de barris na semana encerrada em 30 de outubro, segundo fontes do mercado, que citaram dados do Instituto Americano do Petróleo (API).

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Oito analistas consultados pela Reuters esperavam, em média, um aumento de aproximadamente 880 mil barris nos estoques de petróleo bruto.

Os estoques de gasolina aumentaram 1,43 milhão de barris, enquanto os estoques de destilados recuaram 1,19 milhão de barris em relação à semana anterior, segundo as fontes.

“Os estoques de diesel continuam apertados, enquanto os estoques de gasolina aumentaram mais do que o esperado. Os dados são, de modo geral, favoráveis aos preços do petróleo”, afirmou a Haitong Futures em nota divulgada hoje.

Os dados oficiais da Administração de Informação sobre Energia dos Estados Unidos (EIA) estão previstos para serem divulgados na manhã desta quarta-feira.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

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