PIB

PIB dos EUA acelera para 2% no 1T26 e inflação ao consumidor ganha força

30 abr 2026, 9:57 - atualizado em 30 abr 2026, 9:57
pib eua
(Imagem: sasirin pamai's Images)

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 2% no primeiro trimestre de 2026, segundo estimativa preliminar divulgada nesta quinta-feira (30) pelo Bureau of Economic Analysis (BEA). O resultado marca uma aceleração frente ao avanço de 0,5% registrado no quarto trimestre de 2025.

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Na comparação com o trimestre anterior, o ganho de ritmo do PIB refletiu, principalmente, a expansão dos gastos públicos e das exportações, além de uma aceleração nos investimentos privados. Esses vetores compensaram uma moderação no consumo das famílias, que perdeu força na margem.

Um termômetro importante da demanda doméstica, as chamadas vendas finais a compradores privados domésticos — que excluem comércio exterior e estoques — cresceram 2,5% no primeiro trimestre, acima dos 1,8% observados no quarto trimestre de 2025.

Inflação no radar

Se o crescimento veio mais forte, a inflação também deu sinais de pressão. O índice de preços das compras internas brutas avançou 3,6% no primeiro trimestre, praticamente estável em relação aos 3,7% do período anterior.

Já o índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE) – métrica preferida do Federal Reserve para monitorar a inflação – subiu 4,5% no período, uma aceleração expressiva frente aos 2,9% registrados no trimestre anterior.

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Na mesma linha, o núcleo do PCE, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, avançou 4,3%, também acima dos 2,7% do quarto trimestre.

O que isso muda para o Fed

A combinação de crescimento mais forte com inflação pressionada tende a manter o Federal Reserve em modo cauteloso. Apesar da atividade mostrar fôlego, a reaceleração dos preços pode dificultar um ciclo mais agressivo de cortes de juros ao longo de 2026.

Na prática, o dado reforça um cenário de política monetária dependente dos próximos indicadores, especialmente aqueles ligados ao consumo e à inflação, em um momento em que o banco central americano busca calibrar o equilíbrio entre crescimento e estabilidade de preços.

Ontem, o Fed optou por manter as taxas de juros inalteradas no patamar de 3,5% e 3,75% e ressaltou no comunicado a preocupação em relação a inflação que segue fora da meta de 2% do banco central americano.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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