Câmara dos Deputados

Pix ou dinheiro? Projeto quer proibir preços diferentes em postos de combustíveis

16 jul 2026, 13:29 - atualizado em 16 jul 2026, 13:30
Deputado Amaro Neto, autor da proposta que diferencia Pix e dinheiro nos postos (Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

Os postos de combustíveis no Brasil podem ser proibidos de cobrar preços diferentes para pagamentos em dinheiro e via Pix. O projeto de lei 1071/2026, do deputado Amaro Neto (PP-ES), determina que o Pix à vista seja considerado equivalente ao dinheiro em espécie, eliminando a prática estampada em placas com valores distintos para as duas modalidades nos estabelecimentos comerciais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se aprovada a lei, os postos serão obrigados a praticar um preço único para as duas modalidades de pagamento. Placas ou anúncios que mostrem “preço no Pix” e “preço no dinheiro” com valores diferentes passarão a ser ilegais, sujeitando o estabelecimento a multas com base no Código de Defesa do Consumidor (CDC).

A diferenciação de preço continuará autorizada apenas para cartões de crédito e débito, que possuem prazos de compensação mais longos e taxas obrigatórias das credenciadoras.

Enquanto a lei 13.455/2017 autoriza os estabelecimentos a cobrarem preços diferentes dependendo da forma de pagamento, o deputado Amaro Neto argumenta que “a diferenciação de preços transfere ao consumidor um custo inexistente ou fictício”.

Para o parlamentar, o Pix deve receber o mesmo tratamento do dinheiro físico por cair direto na conta do recebedor. O texto agora inicia sua tramitação oficial pelas comissões temáticas da Câmara dos Deputados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O principal argumento do setor de combustíveis para defender a cobrança e a diferenciação entre Pix e dinheiro é financeiro, já que as empresas pagam para receber via Pix. Como os postos de combustíveis operam sob o regime comercial, estão sujeitos às tarifas bancárias autorizadas pelo Banco Central para contas comerciais.

No mercado nacional, instituições financeiras cobram taxas sobre o recebimento comercial por QR Code ou chaves Pix que variam de 0,89% a 1,45% por transação. Em um abastecimento de R$ 300,00 por exemplo, o posto chega a pagar até R$ 4,35 do valor da venda apenas com o custo dessa tarifa bancária.

Crescimento do Pix

O avanço do projeto de lei acompanha a consolidação do Pix como o principal meio de pagamento do País. Segundo levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) com dados do BC, o sistema fechou o ano de 2025 com 79,8 bilhões de transações, o que representou um crescimento de 25,7% na comparação anual. O meio de pagamento movimentou R$ 24,46 trilhões, alta de 33,6% sobre 2024.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Sob orientação de Gustavo Porto

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Maiara Baloni é estudante de jornalismo no IESB. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
Maiara Baloni é estudante de jornalismo no IESB. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar