Cotações por TradingView
Cotações por TradingView

Poço sem fundo? Recessão em 2017 já é realidade para economistas

12/12/2016 - 20:16

Os economistas continuam a revisar para pior as perspectivas para a economia no ano que vem. O relatório Focus do Banco Central revelou hoje a oitava queda consecutiva nas estimativas para o PIB para 2017 e que agora chegam, na média, a 0,7%.

Receba o Giro Money Times grátis em seu email

As causas do pessimismo crescente são as crescentes turbulências no cenário político e, além disso, o ritmo muito menor do crescimento no terceiro trimestre. O sinal de alerta veio da aguda retração de 11,9% (comparação anual) nos investimentos após um lampejo otimista no segundo trimestre.

“Isso elevou a incerteza sobre se a correção no rumo fiscal e a resultante melhora na confiança podem não se transformar uma recuperação de curto prazo para o investimento”, aponta o economista do Societé Générale para a América Latina, Dev Ashish.

Para ele, a forte queda da produção industrial em outubro significa que a economia provavelmente não irá crescer no quarto trimestre apesar da melhora nos números do da balança comercial em novembro.

Recessão

Nem mesmo a forte queda do PIB neste ano (-3,48%, segundo o Focus) tem garantido a expectativa de um 2017 no campo positivo. O Banco Safra, por exemplo, que projeta um crescimento e 0,5% já admite a possibilidade de um número mais próximo de zero.

A 4E Consultoria vai além e põe na conta mais um ano de recessão.

“Este ano deve fechar com retração do PIB de 3,6%, deixando um efeito estatístico negativo para 2017 estimado em -0,75 ponto de porcentagem. Assim, mesmo com recuperação na margem ao longo de 2017, o PIB deve mostrar um comportamento próximo da estabilidade (projetamos nova queda, agora de 0,2%)”, mostra um relatório assinado pelo economista-chefe, Juan Jensen.

recessão

A consultoria projeta o dólar a R$ 3,95 no final de 2017. “Prospectivamente, seguimos avaliando que quando resolvermos os atuais problemas políticos e tivermos um choque na confiança, a economia brasileira deve responder relativamente rápido. Mas isso se mantém para 2019 em diante, na presença de um novo governo eleito democraticamente”, afirma Jensen.

Quer ficar por dentro de tudo que acontece no mercado financeiro?

Receba de segunda a sexta as principais notícias e análises. É grátis!

Última atualização por - 05/11/2017 - 14:08