Política e Lava Jato pesam e Ibovespa não participa de calmaria global
Em meio ao crescimento da movimentação do cenário corporativo acerca dos primeiros dados do desempenho das empresas no primeiro trimestre, o mercado brasileiro operou nesta quinta-feira (12) de olho nas inimizades dos Estados Unidos com a Rússia e nas preparações para as eleições presidenciais no Brasil.
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No cenário internacional, destaque para o posicionamento de Donald Trump mais favorável ao acordo Transpacífico, conhecido como TPP, após tê-lo deixado logo quando assumiu a presidência. Além disso, o tom bélico em relação à Síria foi amenizado ao esclarecer, no Twitter, que nunca disse quando um ataque à Síria aconteceria.
“Apesar de modesto, é o terceiro avanço consecutivo do índice que vem sofrendo com a volatilidade característica de um ano eleitoral. No exterior, um certo alívio nas tensões geopolíticas e comerciais beneficiaram as bolsas – com ganhos em torno de 1% em Nova Iorque”, explica o BB Investimentos em um relatório enviado a clientes.
Com isso, os principais mercados americanas subiram hoje. O Dow Jones encerrou em alta de 1,21%, o S&P 500 subiu 0,83% e o Nasdaq 100 avançou 1,01%. O Ibovespa encerrou a jornada em leve alta de 0,23%, aos 85.443 pontos. O dólar subiu 1,14%, a R$ 3,41.
A Petrobras (PETR4) foi na contramão do índice e do petróleo (WTI + 0,33%) e terminou o dia em baixa de 0,55%. A Vale (VALE3), por sua vez, terminou com valorização de 0,38% em reação ao desempenho do minério de ferro no mercado internacional.
Os papéis do Bradesco (BBDC4) sofreram queda de 1,8%, a R$ 34,76, após o site do jornal O Globo, relatar que o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, estaria negociando um acordo de delação premiada que envolveria alguns dos principais clientes de sua empresa de consultoria. Segundo a publicação, dois bancos estariam na lista, sendo que o mercado acredita que um deles é o Bradesco. Palocci teve hoje o seu pedido de Habeas Corpus negado pelo STF.
Política
Com a prisão do ex-presidente Lula, os investidores continuam a fazer as contas sobre as reais chances de um candidato pró-mercado ter chances de vencer o pleito em outubro. O noticiário negativo sobre o nome de Geraldo Alckmin, que é investigado nas delações de ex-executivo da empreiteira Odebrecht, também preocupa. O caso do ex-governador, contudo, foi encaminhado à Justiça Eleitoral.