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Por que a XP decidiu rebaixar Marcopolo (POMO4) para neutra

17 set 2026, 10:10
Marcopolo BlackRock ações
(Imagem: Marcopolo/Divulgação)

A XP Investimentos rebaixou a recomendação de Marcopolo (POMO4) para neutra e definiu preço-alvo de R$ 5 para o fim de 2027, o que implica um potencial de valorização de 10,4%. Na visão dos analistas, as tendências operacionais recentes sugerem visibilidade limitada para uma recuperação mais clara da lucratividade no curto prazo.

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A casa destaca que os dados de produção apontam para um segundo semestre mais fraco, com volumes mais fracos e menor alavancagem operacional mantendo a lucratividade abaixo dos níveis alcançados nos últimos anos. O cenário contrasta com as expectativas anteriores de uma aceleração sazonal.

Considerando esses fatores, agora a XP projeta uma margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 14,9% e lucro líquido de R$ 950 milhões para 2027, 19% abaixo do consenso.

Os analistas esperam que o ROIC (retorno sobre o capital investido) convirja para níveis mais próximos do custo de capital da Marcopolo nos próximos anos, o que veem como uma premissa implícita justa para a lucratividade estruturalmente.

Por fim, embora as ações da Marcopolo já acumulem queda de 23% no ano, sendo -16% desde os resultados do segundo trimestre, e um valuation relativamente barato também ajude a reduzir riscos adicionais de queda à frente, os analistas esperam que o fraco momentum de lucros no segundo semestre limite o espaço para uma reprecificação mais significativa no curto prazo, o que sustenta a visão Neutra.

Marcopolo admite 2º semestre mais difícil

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A Marcopolo admite que espera um segundo semestre mais difícil em rentabilidade, haja vista a reação negativa do mercado aos números mais recentes da companhia.

Segundo André Armaganijan, CEO da fabricante de ônibus, o principal fator por trás da pressão nos resultados não é apenas a retração da demanda, mas a mudança na composição das vendas.

O mercado de ônibus urbanos e rodoviários caiu entre 18% e 20% no período analisado pela companhia. A Marcopolo, porém, afirma ter preservado uma participação relevante nesses segmentos.

Ao mesmo tempo, o mercado de micro-ônibus apresentou crescimento, puxado principalmente por programas como Caminho da Escola e Caminho da Saúde.

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O problema é que os micro-ônibus vendidos nesses programas têm menor valor agregado e margens inferiores às de outros produtos do portfólio.

“Essa mudança de mix afeta muito a nossa rentabilidade, porque são produtos de menor valor agregado, são produtos que têm uma margem menor”, afirmou Armaganijan em entrevista ao Money Minds, programa do Money Times no YouTube.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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