Ibovespa avança no pós-Super Quarta; 5 coisas para saber antes de investir hoje (17)
O Ibovespa (IBOV) começa o pregão desta quinta-feira (17) em alta, acompanhando a melhora de apetite no exterior e a despeito do recuo nos preços do petróleo.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira operava em alta de 0,17%, aos 185.859,90 pontos.
Já o dólar à vista operava em queda ante o real, em sintonia com o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,1413 (-0,20%), enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,17%, aos 100.079 pontos.
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quinta-feira (17)
1 – Copom corta Selic
Ontem (16), o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano, a quinta flexibilização dos juros e, mais uma vez, a decisão foi unânime. O corte também veio em linha com o esperado pelo mercado.
“O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros para 13,75% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”, disse o comunicado.
Desta vez, o colegiado trouxe poucas novidades em comparação ao comunicado de agosto e, na visão de economistas, mantém a ‘porta aberta’ para novos cortes na Selic.
2 – Corrida presidencial
Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg para a eleição presidencial 2026 divulgada nesta quinta-feira (17) aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 47,2% e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 46,8% das intenções de voto em um cenário de segundo turno.
O petista subiu 0,6 ponto porcentual sobre os 46,2% do último levantamento, divulgado em 10 de setembro. O candidato do PL e filho de Jair Bolsonaro cresceu 0,8 ponto ante os 46,4% da última pesquisa.
Com isso, a vantagem numérica saiu de 0,2 ponto para 0,4 ponto em favor de Flávio Bolsonaro. Como a margem de erro é de 1 ponto porcentual, permanece o empate técnico entre ambos.
3 – Juros nos EUA
Na coletiva de imprensa, o presidente do Fed, Kevin Warsh, manteve um tom ‘hawkish’ ao afirmar que a “inflação está muito alta e já está assim há muito tempo”. “Os índices de inflação deste verão não me indicam que as tendências subjacentes tenham melhorado significativamente”, acrescentou.
Após Warsh, o mercado consolidou a aposta em uma nova alta nos juros até dezembro.
4 – Petróleo a US$ 100
Os preços do petróleo continuam acima de US$ 100 com incertezas sobre a oferta da commodity, em meio à falta de avanço de conversas para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Com o gasoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita paralisado, o país árabe está disponibilizando cargas adicionais de petróleo bruto para refinarias asiáticas por meio de transferências de navio para navio perto do porto de Sohar, em Omã.
Na última terça-feira (14), o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou que a interrupção no gasoduto foi uma “interrupção breve e temporária” que “será medida em dias”, aliviando as preocupações com o abastecimento.
Por volta de 10h (horário de Brasília), o contrato do Brent negociado para novembro caía 0,11%, a US$ 105,56 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do WTI para outubro tinha alta de 0,21%, a US$ 101,60 o barril, no mesmo horário.
5 – Juros no Reino Unido
O Banco Central da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) manteve os juros inalterados a 3,75% ao ano pela sexta vez consecutiva.
A decisão não foi unânime, com três membros votando a favor de um aumento para 4%.
“Até o momento, os custos globais de energia mais altos tiveram um efeito limitado sobre a formação de preços e salários no Reino Unido. Mas quanto mais tempo essa volatilidade persistir, maior será o impacto sobre a inflação e mais provável será que precisemos elevar a taxa básica de juros para garantir que a inflação retorne à nossa meta de 2%”, afirmou o presidente do BC Andrew Bailey.
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*Com informações de Reuters