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Por que Augusto Cury parou de crescer nas pesquisas? ‘Indústria dos haters entrou pesadamente’, afirma candidato

Augusto Cury lamenta 'indústria dos haters' após estabilização nas pesquisas eleitorais (Divulgação)

Entre o último dia de agosto e os primeiros deste mês setembro, o nome de Augusto Cury (Avante) foi o mais comentado entre os candidatos a presidente da República. Escritor mais lido do País, o outsider das eleições 2026 saiu de 1% a 2% para até 11% nas pesquisas de intenção de voto em apenas uma semana. Mas bastou outra semana para que seu nome estabilizasse e até recuasse nos levantamentos seguintes.

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O próprio Cury, médico psiquiatra, tem explicações para a alta e para o freio ocorrido no período. “Nós crescemos muito e muita gente falou: ‘ele usou robô, usou isso, aquilo. Olha, foi um mutirão jamais visto na história das pessoas que descobriram o Augusto Cury’, disse o candidato em entrevista exclusiva ao Money Times, na qual admitiu que “um estado de estabilização temporária” na intenções de voto.

“Por quê? Porque a indústria dos haters entrou pesadamente. É inacreditável”, lamentou Cury sem detalhar os ataques recebidos nas redes sociais, que mexeram inclusive com sua família. “Minha esposa falou: ‘querido, que mundo é esse, um show de agressão, onde as pessoas querem construir e desconstruir a imagem um do outro?'”, explicou.

Candidato mais rico entre os 13 postulantes ao Palácio do Planalto com R$ 242,28 milhões declarados à Justiça Eleitoral, Cury admite que não depende do dinheiro e do prestígio para chegar ao poder. “Já tenho o que os políticos jamais sonharam em ter. Sou publicado em mais de 90 países e o escritor mais lido no Brasil neste século”, disse para, em seguida, comentar sua reclusão e discrição antes de se expor ao mundo político em sua primeira candidatura, logo para o principal cargo do País.

“Eu sempre tive uma vida intimista, nem na capa (dos livros) eu colocava minha foto. O Júlio Delgado, que é meu vice, falou: ‘Cury, eu li uns cinco, seis livros seus e nem conhecia o teu rosto'”, afirmou, voltando a falar sobre os comentários da mulher em relação à indústria dos haters.

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“Ela falou: ‘Será que vale a pena?’ Eu falei, ‘olha, eu não amo o poder, você sabe disso. Para mim é dor, é sacrifício e eu quero ser a transição nesse período. Eu sou contra a reeleição. Eu sei que é difícil. Vamos suportar por amor aos nossos netos, às nossas filhas, por amor aos mais de 40, 50 milhões de jovens e por amor à pacificação do país”.

Na entrevista, Cury reforçou sua posição contrária à reeleição e disse ter pressa, caso seja eleito, para fazer uma série de reformas nos primeiros 90 dias. Entre elas, a mudança no regime de governo de presidencialista para semipresidencialista, na qual o poder seria dividido entre o presidente e um primeiro-ministro. “O presidencialismo flerta com o autoritarismo”.

Como Cury chegará ao segundo turno?

“Sem ataques pessoais, mas confrontando seriamente”, principalmente Flávio Bolsonaro (PL), filho de Jair Bolsonaro, ex-presidente e antecessor de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Se o pai não conseguiu tirar o Lula, o filho, muito menos. E o sonho do Lula é ter Flávio Bolsonaro no segundo turno”, afirmou Cury ao ser questionado qual será a estratégia para se recuperar nas pesquisas e enfrentar Lula no segundo turno.

Segundo o candidato do Avante, o “pesadelo de Lula” seria enfrentá-lo, porque, ao contrário de Flávio Bolsonaro, ele teria números e dados econômicos acumulados em mais de 25 anos de estudo. “Estou conversando com uma série de economistas para podermos fazer de fato um país muito mais moderno. Então, falando o quê? O Flávio de fato vai ser trucidado, vai ser asfixiado no segundo turno e vai mesmo'”, afirmou.

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Segundo Cury, lhe falaram que “vai aparecer uma série de coisas contra ele (Flávio) e isso pode comprometer demais a candidatura dele. Eu quero aposentar o Lula. Já passou da conta”, disse o candidato antes de criticar as políticas educacional e econômica do atual governo.

“Ele fala que quer consertar a educação do Brasil e quase 80% dos jovens não fazem ensino técnico num país pobre como o nosso. Temos 82% das famílias endividadas, mais de 40% endividadas há mais de dez anos, pagando juros de 4% ao mês, 50% ao ano. Isso é uma crueldade, é um crime financeiro em qualquer país do mundo. Quero conversar com o Lula seriamente no segundo turno”, completou Cury, que garante ser a solução para pacificar o Brasil.

“Eu seria o período de transição entre o velho e corrupto e um novo e empreendedor país. Só que eu não quero fazer carreira política, porque isso é um manicômio global”, disse, antes de concluir com um trecho do diálogo com seu adversário Ronaldo Caiado (PSD), pouco tempo antes da entrevista.

“Caiado, como é que você aguentou, como é que você suportou até hoje? Ele falou: ‘Cury, realmente o ambiente é tóxico’. E é tóxico mesmo”, concluiu.

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Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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