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Por que Minerva (BEEF3) e SLC Agrícola (SLCE3) decolam na Bolsa nesta quinta-feira (20)?

20 ago 2026, 16:34
ações agronegócio
(iStock.com/Torsten Asmus)

As ações da Minerva Foods (BEEF3) e da SLC Agrícola (SLCE3) figuram entre os destaques positivos do agronegócio na Bolsa nesta quinta-feira (20), em um movimento que acompanha a valorização do índice setorial.

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Por volta das 16h, os papéis da Minerva avançavam cerca de 8,70%, enquanto os de SLC Agrícola subiam perto de 5,30%.

O que explica a alta da SLC?

No caso da SLC Agrícola, a valorização dos grãos na Bolsa de Chicago (CBOT) aparece como um dos principais gatilhos para o movimento.

Em uma semana, do dia 13 de agosto até hoje (15h18 de Brasília), os preços da soja (vencimento novembro/2026) e milho (vencimento dezembro/2026) na bolsa de Chicago (CBOT) avançam 4,57% e 6,36%, respectivamente.

Segundo Rodrigo Brolo, sócio e analista da AAX Investimentos, que falou com o Broadcast, a alta das commodities agrícolas pode estar atraindo fluxo para as ações da companhia, uma das maiores produtoras de soja, milho e algodão do país.



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Outro fator no radar é a revisão das estimativas do UBS BB, que elevou o preço-alvo para SLCE3 de R$ 13,80 para R$ 16, embora tenha mantido recomendação de venda para os papéis.

Na avaliação do banco, o mercado já teria incorporado aos preços o risco de queda da produtividade provocado pelo El Niño.

Minerva recupera perdas

Já as ações da Minerva chegaram a disparar, ampliando a recuperação dos últimos pregões após terem se aproximado da mínima em 52 semanas.

O movimento ocorre em meio a uma reavaliação, pelos investidores, dos resultados recentes da companhia e do valuation descontado dos papéis.

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A recuperação ganha força depois da forte onda de vendas registrada em 13 de agosto, quando BEEF3 recuou cerca de 7,6% após a divulgação dos números do segundo trimestre de 2026 (2T26).

O balanço levantou preocupações principalmente em relação à geração de caixa da Minerva e ao risco de esgotamento da cota brasileira para exportações de carne bovina à China.



Desde 2026, o país asiático passou a limitar as compras de seus principais fornecedores e estabeleceu uma cota de aproximadamente 1,106 milhão de toneladas para o Brasil neste ano; volumes acima do limite ficam sujeitos a uma tarifa adicional de 55%.

A reação desta quinta também dá continuidade ao movimento da véspera. Na quarta-feira (19), BEEF3 já havia avançado 6,27%, a R$ 3,56, figurando entre as maiores altas do Ibovespa.

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Apesar do impulso dos últimos pregões, o papel ainda acumula queda superior a 30% em 2026, o pior desempenho entre as principais ações do setor do agronegócio.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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